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Publicado em 23/01/2026, às 12h48 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Giovana Gurgel
O Rio Grande do Norte ampliou de forma expressiva a participação da população nas classes de maior renda e passou de 57,99% em 2022 para 67,98% em 2024, um crescimento de 9,99 pontos percentuais, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O avanço inclui as classes A, com renda acima de 20 salários mínimos, B, com renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos, e C, com renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos, consolidando uma mudança no perfil socioeconômico do estado.
Os dados colocam o Rio Grande do Norte entre as unidades da federação que mais ampliaram a presença da população nas faixas de renda mais altas no período analisado.
De acordo com o levantamento, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas de transferência de renda e inclusão social.
Entre os programas citados estão o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e iniciativas voltadas ao acesso à educação, ao crédito e ao empreendedorismo.
O estudo aponta que essas ações combinadas contribuíram para a mobilidade social e a redução da vulnerabilidade econômica de milhares de famílias.
Em nível nacional, a Fundação Getulio Vargas estima que 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda entre 2022 e 2024, um avanço de 8,44 pontos percentuais no período.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, avaliou que os números refletem a efetividade das políticas voltadas à população de baixa renda.
Segundo ele, pessoas que antes estavam no Cadastro Único e no Bolsa Família passaram a integrar a classe média, o que demonstra que os programas não se limitam à transferência de renda, mas funcionam como porta de entrada para educação, trabalho e geração de renda.
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