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Publicado em 26/01/2026, às 13h21 Reprodução/Freepik Giovana Gurgel
Meta, TikTok e YouTube começam a ser julgadas nesta semana nos Estados Unidos, em um processo que reacende o debate sobre os efeitos das redes sociais na saúde mental de jovens e adolescentes.
A ação tramita no Tribunal Superior da Califórnia, no condado de Los Angeles, e questiona se o design das plataformas foi desenvolvido para estimular o uso excessivo e criar dependência entre usuários mais jovens.
O caso é movido por uma jovem de 19 anos, identificada no processo pelas iniciais K.G.M., que afirma ter desenvolvido vício nos aplicativos ainda na adolescência, com impactos diretos em sua saúde mental.
Segundo a acusação, mecanismos de engajamento utilizados pelas plataformas teriam contribuído para quadros de depressão e pensamentos suicidas, levando a autora a responsabilizar as empresas pelos danos psicológicos sofridos.
A defesa sustenta que os produtos foram projetados para maximizar o tempo de uso, sem considerar os riscos para usuários menores de idade, o que caracterizaria negligência por parte das companhias.
O julgamento é considerado o primeiro de uma série de processos semelhantes que devem chegar aos tribunais norte-americanos ao longo deste ano.
Caberá ao júri decidir se as empresas agiram de forma negligente ao oferecer seus serviços e se o uso das plataformas teve papel determinante nos problemas de saúde mental da autora.
Os jurados também deverão avaliar se os danos alegados podem ser atribuídos diretamente às redes sociais ou se outros fatores, como conteúdos produzidos por terceiros e circunstâncias pessoais fora do ambiente digital, tiveram maior influência.
O resultado do caso pode abrir precedente jurídico relevante para novas ações envolvendo tecnologia e saúde mental.
A expectativa é de que executivos de alto escalão sejam chamados a depor durante o julgamento, entre eles o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg.
A Meta afirma que suas plataformas não causaram os problemas enfrentados pela jovem e nega que seus produtos induzam usuários ao vício.
A Snap, empresa responsável pelo Snapchat, também incluída no processo, firmou um acordo com a autora em 20 de janeiro, sem divulgar os termos. O YouTube argumenta que possui características distintas das redes sociais tradicionais e não deveria ser tratado da mesma forma. Já o TikTok informou que não comentará sua estratégia de defesa.
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