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Publicado em 14/10/2025, às 09h55 Reprodução/Freepik Bruna Souza
A discussão sobre a idade adequada para entregar dar um celular para crianças vem crescendo junto com o uso precoce da tecnologia. Há evidências de que muitos pais permitem que seus filhos tenham acesso no dispositivo antes dos limites sugeridos por especialistas.
Por outro lado, há riscos associados ao uso excessivo, à exposição a conteúdos inadequados, além da pressão social para estar conectado. Afinal, qual é o momento mais equilibrado para permitir esse acesso com responsabilidade?
Segundo o estudo da Pew Research Center, 68% dos pais acreditam que as crianças deveriam ter um smartphone apenas a partir dos 12 anos. Muitos afirmam que o principal motivo para permitir o uso mais cedo é a necessidade de manter contato com os filhos ou pressão do grupo social.
Mesmo com essa consciência, a pesquisa aponta que cerca de 23% das crianças de até 12 anos já possuem um aparelho próprio. Essa discrepância revela que intenção e prática não estão caminhando juntas.
Especialistas em saúde infantil e psicologia costumam recomendar que a exposição às redes sociais seja adiada até os 16 anos. A justificativa é que o desenvolvimento cognitivo e emocional ainda está em formação, e a criança pode não estar preparada para lidar com críticas, comparações ou conteúdo impróprio.
Porém, nada adianta se antes mesmo de ter seu próprio samartphone, existe um tempo de tela excessivo sem uma supervisão dos conteúdos que são vistos; essas condições são essenciais nesse processo.
Quando um celular é entregue muito cedo, existem alguns riscos, como falta de sono de qualidade, distrações na escola e exposição a conteúdos nocivos das redes sociais. Muitos pais do estudo afirmam que definem regras, mas apenas 19% dizem que conseguem, de fato, fazer com que as regras sejam cumpridas.
Ainda, segundo o estudo, é indicado que nas idades mais próximas dos 11 e 12 anos é mais provável haver uso excessivo, por conta da falta de capacidade para autocontrole.
Antes de entregar um celular, é possível considerar opções intermediárias, como telefones básicos sem acesso à internet ou aparelhos com funções limitadas, principalmente sem redes sociais.
Essa fase permite treinar hábitos saudáveis e estabelecer limites rígidos de uso. A transição ao smartphone pode ser gradual, com supervisão ativa dos responsáveis e diálogo contínuo sobre comportamento digital.
Não existe uma idade universal, acordada por todos, que seja correta para dar smartphones às crianças, porém, esperar até pelo menos 12 anos, de certa forma até a adolescência, permite que o desenvolvimento ocorra com menos riscos.
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