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Publicado em 24/11/2025, às 09h00 Reprodução/Redes Sociais Bruna Souza
Elon Musk, o empresário por trás da Tesla e SpaceX, previu que o avanço exponencial da inteligência artificial e da robótica tornará o trabalho tradicional opcional dentro de 10 a 20 anos.
A declaração foi feita durante o Fórum de Investimentos EUA-Arábia Saudita, em Washington, e reacendeu o debate sobre o impacto da automação no mercado global de trabalho e na própria estrutura social, como explica o Terra.
Musk comparou a necessidade de trabalhar no futuro com a decisão de cultivar uma pequena horta hoje, algo que se faz por prazer, e não por sobrevivência. Segundo ele, os empregos existirão apenas para aqueles que desejarem exercer atividades por satisfação pessoal, como praticar esportes ou jogar videogame.
Essa visão de um futuro sem escassez e necessidade salarial é baseada na expectativa de que milhões de robôs humanoides, como o Optimus da Tesla, elevem a produtividade global a níveis nunca antes vistos, como explica.
Além de tornar o trabalho uma escolha, Musk sugeriu que o dinheiro perderá sua relevância. Ele citou a série de livros de ficção científica Culture, de Iain M. Banks, que descreve uma sociedade onde a automação é tão avançada que o emprego tradicional não é mais necessário.
Musk ainda a menciona a possibilidade de um mecanismo de renda universal, para sustentar essa nova sociedade. Apesar da previsão otimista do empresário, especialistas apontam que o caminho para essa sociedade totalmente automatizada e sem empregos é incerto e complexo.
Economistas alertam que, embora a IA esteja avançando rapidamente, o desenvolvimento da robótica física continua caro, complexo e lento, o que pode atrasar a automação em larga escala para além do prazo estipulado por Musk.
O maior obstáculo, no entanto, é na questão política e social. Sustentar uma sociedade onde a maioria da população não precisa trabalhar exige a criação de políticas públicas, novos modelos de financiamento e uma forte coordenação governamental.
Existe também, o desafio de garantir que a riqueza gerada pela IA seja distribuída de forma inclusiva, e não concentrada em um pequeno grupo. Além disso, pesquisadores alertam para a necessidade de repensar como as pessoas encontrarão propósito e laços sociais fora do ambiente de trabalho.