Geral
Publicado em 11/11/2025, às 16h33 Reprodução/Freepik Bruna Souza
Em setembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou uma polêmica de nível global ao afirmar, em uma declaração pública, que o medicamento paracetamol não deveria ser utilizado por gestantes, pois poderia causar Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas crianças.
Contudo, baseado no medo popular que foi gerado, um novo e abrangente estudo científico se aprofundou para trazer tranquilidade, reafirmando que não há nenhuma evidência da ligação do consumo de paracetamol durante a gravidez e crianças autistas.
A comprovação contra a desinformação acendida por Trump foi públicada por um grupo de cientistas na última segunda-feira, 10, através da British Medical Journal (BMJ); apresentando provas para o que já havia sido falado pela Organização Mundial da Saúde, como relata o G1.
O estudo, baseado em uma extensa análise de dados de saúde materna e infantil, concluiu que qualquer associação, anteriormente sugerida, entre o medicamento e a condição, é resultado de pesquisas menores com fatores confusos e mal relatados, pois não existem evidências suficientes para afirmar tal fato.
Pesquisas anteriores que levantaram a suspeita de uma ligação entre o uso de paracetamol e o TEA eram, em sua maioria, estudos observacionais. Esse tipo de análise não isola o medicamento de outros fatores de risco.
O novo estudo, por sua vez, aponta que a associação aparente pode ter vindo dos seguintes fatores:
O paracetamol é inclusive receitado por médicos, sendo amplamente considerado o analgésico e antitérmico de primeira escolha para gestantes, especialmente para tratar febre e dor.
Por outro lado, a febre alta e a dor intensa representam um risco, comprovado, para o desenvolvimento fetal e contam com poucos meios de tratamento seguro. Afinal outros medicamentos, como ibuprofeno, ao contrário do paracetamol, não são recomendados na gestação.
A principal mensagem do estudo é de que o uso do medicamento para tratar condições sintomáticas durante a gravidez deve ser mantido, mas tudo conforme a orientação médica.
Tylenol e Paracetamol na gravidez aumentam o risco de autismo nas crianças? Veja o que dizem as pesquisas
Implante contraceptivo moderno será ofertado pelo SUS e pode evitar gravidez por até três anos