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Perdeu peso com Mounjaro? veja o que a ciência descobriu quando o tratamento para

Os achados durante o estudo em questão reforçam que a interrupção do Mounjaro tende a comprometer ganhos relevantes dos pacientes  |  De acordo com os autores, o tratamento da obesidade precisa ser encarado como uma estratégia contínua e integrada - Reprodução/Raia Dose Certa

Publicado em 02/12/2025, às 15h24   De acordo com os autores, o tratamento da obesidade precisa ser encarado como uma estratégia contínua e integrada - Reprodução/Raia Dose Certa   José Nilton Jr.

Uma nova pesquisa revelou que 82% dos pacientes que perderam peso com o uso de Mounjaro voltaram a ganhar ao menos 25% do que haviam eliminado após um ano sem usar o medicamento. O levantamento indica que, junto com o retorno dos quilos, também desapareceram melhorias importantes em indicadores de saúde.

A pesquisa, publicada no fim do mês de novembro na JAMA Network Open, faz uma avaliação post hoc dos dados do ensaio clínico SURMOUNT 4. O estudo reuniu 308 participantes e investigou como parâmetros cardiometabólicos se comportam conforme o nível de reganho de peso depois da suspensão do medicamento.

De acordo com os pesquisadores, foram analisados apenas voluntários que haviam alcançado uma perda de 10% ou mais após 36 semanas de tratamento. Os dados foram coletados entre março de 2021 e maio de 2023 e processados entre fevereiro de 2024 e março de 2025.

Efeitos positivos se perdem com o retorno do peso

Os resultados mostram que o reaparecimento dos quilos trouxe de volta problemas anteriormente controlados, como pressão arterial elevada, colesterol desregulado e resistência à insulina. Participantes que recuperaram 75% ou mais do peso perdido apresentaram reversão quase total das melhorias conquistadas.

Por outro lado, o grupo que conseguiu sustentar a redução ao longo de um ano manteve benefícios importantes. Entre eles, avanços nas medições da cintura, no controle da pressão arterial e no perfil lipídico, além de maior sensibilidade à insulina.

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Os achados reforçam que a interrupção do medicamento tende a comprometer ganhos relevantes, sobretudo quando o paciente não consegue manter os novos hábitos adquiridos durante o tratamento.

Especialistas reforçam necessidade de abordagem contínua

De acordo com os autores, o tratamento da obesidade precisa ser encarado como uma estratégia contínua e integrada. Eles defendem que terapias farmacológicas devem ser combinadas com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e apoio psicológico.

As conclusões reforçam a importância de estratégias de longo prazo para garantir benefícios duradouros na saúde cardiometabólica.

Classificação Indicativa: Livre


TagsMedicamentoSaúdeEstudoMounjaroPesoGanhosUso contínuo