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Publicado em 02/03/2026, às 13h32 Reprodução/Flickr José Nilton Jr.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) conseguiu mais uma condenação no âmbito da Operação Plata, que apura esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens oriundos do tráfico de drogas. A nova sentença foi proferida pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (Ujudocrim), e atinge Geraldo dos Santos Filho, conhecido como Pastor Júnior, e Joaquim Neto dos Santos.
De acordo com informações presentes na decisão, os réus utilizaram intermediários e operações imobiliárias simuladas para esconder recursos vinculados a uma facção criminosa com atuação nacional. O processo é um desmembramento das investigações que começaram no ano de 2019.
As provas reunidas incluem relatórios patrimoniais, quebras de sigilos bancário e fiscal, além de interceptações telefônicas e dados obtidos em buscas e apreensões.
Geraldo dos Santos Filho foi condenado a 6 anos, 5 meses e 15 dias de prisão por atuar como intermediário em comunicações e movimentações financeiras ilícitas. Somada a condenações anteriores, a pena totaliza 91 anos, 4 meses e 5 dias de reclusão em regime fechado.
Ainda de acordo com os autos, ele participou da dissimulação da propriedade de uma fazenda localizada em Jardim de Piranhas, município que fica no interior do RN, formalmente registrada em nome de terceiros. O imóvel, consta na sentença, era utilizado pela família para reformas e atividades religiosas, sem comprovação de origem lícita dos recursos empregados.
Já em relação a Joaquim Neto dos Santos, este foi condenado a 3 anos de prisão e 10 dias multa por ocultar a origem e a propriedade de um veículo de luxo. O carro teria sido adquirido mediante simulação de compra e venda, com envolvimento de intermediário financeiro ligado ao grupo e de um proprietário formal sem capacidade econômica compatível com a transação.
O automóvel estava na posse de Joaquim quando foram cumpridas as medidas judiciais da operação.
As investigações ainda apontaram que o grupo utilizava uma rede de contatos para fracionar depósitos e distribuir dinheiro em espécie, dificultando a identificação pelo sistema financeiro. A prática envolvia familiares e terceiros indicados como laranjas para aquisição de imóveis e bens de alto valor.
Entre os já condenados está Valdeci Alves dos Santos, apontado como uma das figuras centrais da facção criminosa. Ele foi sentenciado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado por movimentar e ocultar valores provenientes do tráfico de drogas.
Também foram condenados Maria do Nascimento dos Santos, a 10 anos e 9 meses em regime fechado por participação na ocultação de bens e falsificação de propriedade rural, Siderley Nogueira de Medeiros, a 6 anos e 10 meses em regime semiaberto por atuar como operador financeiro, e Valdinaldo Fernandes de Araújo, conhecido como Novinho, a 9 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por operar contas e transações de veículos para disfarçar recursos ilícitos.