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Publicado em 01/12/2025, às 12h17 Reprodução/Freepik Bruna Souza
O final do ano, embalado pela decoração natalina e a promessa de um novo começo, nem sempre é sinônimo de alegria. Para muitas pessoas, a conclusão de metas, a revisão de laços familiares e o início de um novo ciclo, despertam sentimentos intensos de ansiedade e estresse.
Esse conjunto de emoções negativas pode ser chamado popularmente de dezembrite. Embora esse termo não seja reconhecido formalmente pela psicologia ou psiquiatria, especialistas afirmam que os sintomas dessa síndrome do fim de ano são reais e afetam muitas pessoas.
Segundo o psiquiatra Saulo Ciasca, em entrevista ao G1, dezembro é tipicamente associado ao fim de ciclos, seja no trabalho, nos estudos ou na vida pessoal, o que não tem como fugir de reações emocionais sobre esse período.
Esses desfechos forçam a reflexão, podendo gerar um sentimento de luto pelo ano que passou, especialmente em pessoas que não têm o hábito de fazer autoavaliação, sendo forçados a refletir de uma vez, o que foi adiado durante o resto do ano.
Além disso, a pressão por tirar tarefas da lista e a expectativa de estar completamente feliz, com metas realizadas no Ano Novo, aumentam significativamente os níveis de ansiedade e estresse.
A psicanalista Maria Homem também explica que a dezembrite pode se manifestar de diversas formas no corpo. Além da angústia e da ansiedade, sintomas relacionados ao sono, alimentação, gastrite, enxaqueca e dermatite podem indicar que o corpo está respondendo a um momento de vulnerabilidade emocional.
Para quem já possui quadros de saúde mental pré-existentes, como depressão ou transtornos de ansiedade, o ciclo de fim tende, inclusive, a agravar os sintomas.
A chave para lidar com o fenômeno é a consciência. A psicanalista Maria Homem orienta a identificar padrões; se os sintomas se repetem todo fim de ano, descubra qual evento específico despertou o gatilho, seja saudade, metas financeiras não cumpridas ou impossibilidade de participar de festas.
Compreender essa angústia e nostalgia é fundamental, pois, ao mesmo tempo que o ano se encerra, é nesse paradoxo que se deve buscar o equilíbrio, questionando o que a sociedade exige e o que realmente faz sentido para o indivíduo.
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