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Publicado em 16/10/2025, às 07h00 Reprodução/Freepik Bruna Souza
Na última segunda-feira, 13, o convidado do programa Roda Viva foi o climatologista Carlos Nobre, que apresentou um alerta grave: o planeta pode se tornar inabitável para os humanos até 2100 se não houver uma mudança urgente nas emissões de gases de efeito estufa.
Em sua entrevista, Nobre estava determinado a despertar atenção sobre fato de que que o limite do aquecimento global está prestes a ser ultrapassado, além também, das consequências inevitáveis.
Carlos Nobre enfatizou que, se a temperatura média do aquecimento subir para 2 ºC ou mais, é possível perder 70% da Amazônia até o fim do século. Esse desmatamento em massa afetaria diretamente o equilíbrio climático global.
“Alguns estudos apontam que pode chegar até 2,5 °C e a gente perde, até 2100, 70% da Amazônia”, alertou Nobre.
Outro ponto crítico destacado foi o derretimento do permafrost, solo congelado que armazena carbono e metano. Com o aumento térmico, esse solo libera gases altamente potentes ao aquecimento da atmosfera.
“Se a temperatura chegar a dois graus até 2100, vamos liberar mais de 200 bilhões de toneladas de gases do solo congelado”, alertou o especialista no Roda Viva.
Nobre também indicou que regiões equatoriais ao nível do mar podem ficar intoleráveis, com calor o constante. “Isso também causará extinção dos recifes de corais. E já há espécies sendo extintas em todo o mundo”, destacou ele.
Ele citou a possibilidade de chegarmos a 3 ou 4 ºC até 2100 caso as emissões não caiam rapidamente, o que seria impossível para a resistência do corpo humano.
Mesmo advertindo para o risco extremo, Carlos Nobre defende que há alternativas à vista. Reduções rápidas das emissões e adoção de metas ambiciosas são cruciais para manter o aquecimento abaixo de 1,5 ºC. A urgência para ação internacional, nacional e local foi enfatizada no programa.
A entrevista de Carlos Nobre no Roda Viva coloca o futuro da própria sobrevivência humana como questão central. Sua mensagem é clara: sem alterações drásticas na forma como se emite carbono e protege ecossistemas, a Terra pode se tornar um lugar impossível de habitar até 2100.
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