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Novo tipo de coronavírus é detectado em morcegos no Brasil; veja alerta dos cientistas

Cientistas encontraram carga viral semelhante ao coronavírus em morcegos brasileiros; embora não tenham indícios para uma doença, o fato gera alerta.  |  Reprodução/Freepik

Publicado em 04/11/2025, às 10h44   Reprodução/Freepik   Bruna Souza

Uma equipe de cientistas identificou um novo tipo de coronavírus circulando em morcegos no Brasil. A pesquisa concentrou-se em morcegos encontrados em áreas rurais e florestais brasileiras, jogando um holofote na necessidade de ampliar o monitoramento genético de vírus na América do Sul.

O que foi comprovado?

A pesquisa foi concentrada em morcegos encontrados nos estados do Maranhão e de São Paulo. O achado foi detalhado em um artigo científico, atualmente disponível como pré-publicação, após a análise de amostras de tecido intestinal de diferentes espécies.

Contudo, um artigo em pré-publicação significa que, embora o fato seja de extrema importância para ser publicado rapidamente, ainda não existem provas científicas suficientes para chegar uma respostas oficial, como explica o portal InfoMoney.

As similaridades entre os vírus

Reprodução/Freepik

O genoma viral foi encontrado em um morcego da espécie Pteronotus parnellii, capturado no município de Riachão (MA). O novo vírus, que recebeu o nome sugerido de BRZ batCoV, demonstrou grande semelhança com outros coronavírus de relevância para a saúde pública.

Aliás, dois de seus grandes semelhantes são o Sars-CoV-2, causador da pandemia de Covid-19, e o MERS-CoV. A característica mais significativa do novo vírus é a presença de uma coisa chamada sítio de clivagem da furina em sua proteína spike. 

Isso é uma estrutura molecular que é a chave para permitir que essas criaturas virais, como o Sars-CoV-2, possam infectar células humanas com alta eficiência e tem sido associada a um alerta para uma potencial nova doença.

Alerta importante

Apesar da semelhança, os pesquisadores enfatizam que não há evidências de que o BRZ batCoV seja, atualmente, capaz de infectar pessoas ou de provocar surtos, contudo, a descoberta alerta para o potencial evolutivo do vírus em animais.

A aquisição de sítios de clivagem da furina é vista como uma adaptação que pode surgir naturalmente em morcegos, reforçando o papel desses animais como reservatórios de inovações genéticas para doenças. 

Reforço à vigilância

Os resultados do estudo reforçam a importância crucial da vigilância viral contínua em animais silvestres, especialmente em regiões tropicais com grande biodiversidade e com menos histórico de estudados, como a América do Sul. 

Os morcegos são reservatórios naturais de diversos coronavírus, mas a maioria das pesquisas estava concentrada na Ásia, África e Oriente Médio. A identificação do BRZ batCoV no Brasil, indica a necessidade de manter o monitoramento para antecipar a emergência.

Classificação Indicativa: Livre


TagsPandemiaViralCélulasCoronavírusCinetistas

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