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Publicado em 22/10/2026, às 16h08 BNews RN
A Justiça Federal aceitou nova denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e iniciou a ação penal contra 14 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa armada que realizou um ataque contra uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) em Itajubá, no Sul de Minas Gerais, entre os dias 22 e 23 de junho de 2022. O evento resultou na morte de uma vítima civil e em cinco policiais militares feridos durante confrontos.
O recebimento da peça acusatória amplia a apuração sobre o caso, no qual o MPF já havia oferecido uma primeira denúncia, em julho de 2022, contra um integrante do grupo preso em flagrante durante a fuga. Naquela ação, ele foi condenado ao cumprimento total de 22 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pela prática dos crimes de roubo à agência e a veículos, incêndio e dano qualificado contra o patrimônio público.
A defesa do acusado recorreu da sentença, mas a 1ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) negou provimento ao recurso e manteve a condenação na íntegra. Na nova acusação aceita pela Justiça, o réu responde pelo crime autônomo de integrar organização criminosa armada.
Durante a ocupação do perímetro urbano, integrantes do grupo efetuaram disparos de fuzil de cobertura contra um automóvel ocupado por civis que transitava próximo a um cruzamento, atingindo um dos ocupantes na perna. A vítima recebeu atendimento hospitalar, mas faleceu dez dias depois em decorrência de complicações vasculares geradas pelo ferimento.
Além disso, uma policial militar sofreu lesões corporais ao buscar abrigo durante o cerco armado ao batalhão, enquanto outros quatro policiais foram atingidos por disparos de fuzil em pontos de bloqueio montados nas rotas de fuga.
A apuração aponta que o grupo atuou com divisão de tarefas para a execução da ação criminosa contra a agência. O bando utilizou uma propriedade rural no município de Santa Rita de Caldas (MG) para guarda de armamentos de uso restrito, veículos e equipamentos. Durante a ação em Itajubá, os integrantes realizaram bloqueios em vias públicas, atearam fogo em automóveis em frente ao batalhão da Polícia Militar, dispararam contra forças de segurança e detonaram explosivos industriais no prédio bancário. Do local, foram subtraídos R$ 814,8 mil em cédulas e R$ 1,46 milhão em joias custodiadas no setor de penhores do banco.
Segundo a denúncia, os acusados responderão por diversos crimes, como organização criminosa armada, roubo, latrocínio consumado e tentado, uso de explosivo, incêndio, dano ao patrimônio público e porte de arma de fogo de uso restrito.
Além da responsabilização criminal, o MPF requereu também a fixação de valor mínimo para a reparação civil dos danos materiais e morais. O pedido busca o ressarcimento dos valores e joias subtraídos da CEF, a indenização aos proprietários de veículos destruídos com base na Tabela Fipe e o ressarcimento dos custos para reconstrução das instalações do batalhão policial e reparo de viaturas.
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