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Publicado em 22/10/2025, às 13h40 Reprodução/Freepik Giovana Gurgel
O otimismo com a renda voltou a crescer entre os nordestinos. De acordo com a mais recente Pesquisa RADAR FEBRABAN, quase metade da população da região (45%) acredita que os salários vão aumentar nos próximos seis meses.
O índice representa um salto de 20 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado em junho, quando apenas 25% demonstravam essa confiança.
Os dados indicam que os salários são hoje o item da economia que mais inspira avaliações positivas, superando expectativas sobre inflação, juros e desemprego.
Para os analistas do estudo, o resultado reflete o impacto direto da política de valorização do salário-mínimo, que voltará a ter aumento real em 2026.
O valor do salário-mínimo previsto para o próximo ano é de R$ 1.631, o que representa um reajuste de 7,44% - percentual acima das estimativas de inflação, que giram abaixo de 5%.
O cenário reforça a sensação de que haverá melhora real no poder de compra dos trabalhadores, especialmente nas regiões de menor renda média, como o Nordeste.
“As tensões econômicas internas e externas dos últimos meses não afetaram a percepção positiva sobre o aumento da remuneração salarial”, avalia Marcela Montenegro, diretora técnica do IPESPE, responsável pela condução da pesquisa.
Segundo ela, a confiança da população está diretamente ligada à política de valorização do salário-mínimo e à expectativa de estabilidade econômica.
Realizada trimestralmente, a Pesquisa RADAR FEBRABAN mede o sentimento da população em relação à economia e às prioridades nacionais.
O levantamento mais recente mostra que, embora persistam preocupações com o custo de vida, o tema dos salários voltou ao centro das expectativas de melhora para o próximo semestre.
O estudo, conduzido pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), revela que o otimismo com a renda no Nordeste é um dos maiores registrados no país desde o início da série histórica.
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