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Publicado em 28/10/2026, às 17h05 Foto: Reprodução Giovana Gurgel
Natal contabilizou 1.314 casos de sífilis entre janeiro e agosto de 2026, incluindo 102 registros da forma congênita, transmitida da gestante para o bebê. Apesar da redução de aproximadamente 14% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 1.536 notificações, o município intensificou as ações de prevenção, testagem e tratamento durante a campanha Outubro Verde.
A mobilização ocorre ao longo de outubro e tem como objetivo ampliar o diagnóstico precoce e conscientizar a população sobre os riscos da infecção. As atividades também reforçam a importância do acompanhamento pré-natal para evitar a transmissão da doença da mãe para a criança.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a testagem rápida está disponível nas unidades de saúde da capital. Quando o resultado é positivo, o paciente pode iniciar o tratamento no próprio serviço, conforme as orientações da equipe de saúde.
Dos 1.314 casos registrados nos primeiros oito meses de 2026, 985 foram de sífilis adquirida, 227 ocorreram em gestantes e 102 foram classificados como sífilis congênita. Os dados mostram que, mesmo com a queda no total de notificações, a infecção continua sendo um desafio para a saúde pública.
A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e integra o grupo das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A doença pode evoluir em diferentes estágios e, em alguns casos, não apresentar sintomas, o que dificulta a identificação sem a realização de exames.
Sem diagnóstico e tratamento adequados, a infecção pode provocar complicações graves, especialmente quando chega à fase terciária. A transmissão também pode ocorrer pelo contato com sangue contaminado, além da transmissão sexual e da passagem da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto.
O responsável técnico pelo Núcleo Municipal de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), Aids e Hepatites Virais, Sávio Santos, alerta que a ausência de sintomas não significa que a pessoa esteja livre da infecção. Por isso, ele destaca a importância de realizar testes regularmente e utilizar preservativos nas relações sexuais.
De acordo com o especialista, as unidades de saúde oferecem testagem e tratamento para facilitar o acesso da população aos serviços. A identificação da doença permite iniciar os cuidados necessários e reduzir o risco de complicações e de novas transmissões.
Durante o Outubro Verde, os serviços municipais também promovem atividades educativas sobre sinais, sintomas, prevenção e tratamento. A iniciativa busca estimular a procura pelos exames e garantir que os pacientes recebam assistência no momento adequado.
Uma das principais preocupações da campanha é evitar a sífilis congênita, que pode causar malformações fetais, aborto espontâneo e morte fetal. O diagnóstico durante a gestação é fundamental para iniciar o tratamento e diminuir os riscos para a mãe e o bebê.
Entre as medidas adotadas pela rede municipal estão a realização de testes rápidos durante o pré-natal, o início oportuno do tratamento e o acompanhamento clínico e laboratorial da gestante. Os recém-nascidos também passam por avaliação no momento do parto para identificar possíveis sinais da infecção.
Sávio Santos ressalta ainda que os parceiros sexuais precisam receber orientações e cuidados adequados para reduzir o risco de reinfecção da gestante. O acompanhamento de todos os envolvidos, aliado à adesão ao tratamento, é considerado essencial para interromper a cadeia de transmissão e proteger a saúde materno-infantil.
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