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Publicado em 10/08/2026, às 17h03 Reprodução/SMS José Nilton Jr.
A Prefeitura do Natal iniciou, nesta segunda-feira (10), uma força-tarefa para reforçar a vigilância e o controle da leishmaniose visceral em sete áreas consideradas prioritárias na capital potiguar. As ações são coordenadas pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), e incluem a identificação do mosquito-palha, avaliação de cães e distribuição de coleiras com inseticida.
A mobilização ocorre dentro da programação da Semana Nacional de Combate à Leishmaniose e busca ampliar o conhecimento sobre a circulação do vetor e a situação epidemiológica da doença entre os cães nas regiões selecionadas.
Ao todo, aproximadamente 1.053 cães deverão ser abordados pelas equipes, que têm como meta colocar coleiras com inseticida em todos os animais encontrados nas áreas de intervenção. Também está prevista a realização de um levantamento sorológico com cerca de 526 cães, o equivalente a 50% da população canina estimada nos locais contemplados.
A primeira etapa da operação será o inquérito entomológico, realizado para verificar a presença e a distribuição do flebotomíneo, conhecido popularmente como mosquito-palha. O inseto é responsável pela transmissão da leishmaniose visceral.
Para identificar a ocorrência do vetor, as equipes da UVZ instalarão armadilhas específicas nas áreas selecionadas. O levantamento permitirá identificar os locais onde há maior presença do mosquito e contribuirá para o planejamento das próximas ações de vigilância.
Na sequência, as equipes do Inquérito Canino realizarão a coleta de amostras de sangue dos animais para o estudo sorológico. Os cães também receberão coleiras impregnadas com inseticida, estratégia utilizada para reduzir o contato entre os animais e o mosquito-palha.
As ações serão concentradas em Redinha, Pajuçara, Igapó, Lagoa Azul e Felipe Camarão, classificadas como áreas de risco muito alto, além de Quintas e Ribeira, consideradas regiões de risco alto.
Segundo a programação da Prefeitura, o inquérito sorológico deverá contribuir para ampliar o conhecimento sobre a situação da leishmaniose visceral entre os cães de Natal. Os dados coletados serão utilizados como base para o planejamento das medidas de vigilância e controle da doença.
O trabalho será realizado de forma integrada por profissionais da Unidade de Vigilância de Zoonoses, Inquérito Canino, Entomologia, Educação em Saúde e outros setores envolvidos nas diferentes etapas da operação.
Durante as visitas, os tutores também receberão orientações sobre a utilização correta das coleiras, os cuidados com os animais e medidas que podem ajudar a reduzir as condições favoráveis à presença do mosquito-palha.