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Publicado em 13/01/2026, às 19h57 Reprodução: Internet Jussier Lucas
A tentativa de Suzane von Richthofen de solicitar a liberação do corpo do tio, Miguel Abdalla Neto, encontrado morto em São Paulo, reacendeu discussões sobre possíveis desdobramentos jurídicos e sucessórios envolvendo o caso. O pedido foi feito em um distrito policial da capital paulista, mas acabou sendo negado pela Polícia Civil.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o corpo já havia sido liberado anteriormente para fins de inumação a uma prima da vítima, que compareceu à unidade policial e se apresentou como a parente mais próxima naquele momento. Diante disso, a solicitação feita posteriormente por Suzane foi indeferida.
Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, era tio materno de Suzane e de Andreas von Richthofen. Ele foi encontrado morto na sexta-feira (9) dentro de uma residência no bairro Campo Belo, na zona sul da capital paulista. No local, não foram identificados sinais aparentes de violência.
A ocorrência foi registrada como morte suspeita no 27º Distrito Policial (Campo Belo), e exames periciais foram requisitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar na apuração das causas da morte.
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O que diz a legislação sobre herança
A repercussão do caso levantou questionamentos sobre a possibilidade de Suzane von Richthofen integrar a linha sucessória do tio. Segundo o Código Civil brasileiro, na ausência de descendentes, ascendentes ou cônjuge, os parentes colaterais, como irmãos e sobrinhos, podem ser chamados à sucessão.
A legislação prevê a exclusão de herdeiros apenas em situações específicas, como nos casos de indignidade sucessória, que ocorre quando há crime praticado contra o autor da herança. Como Miguel Abdalla Neto não foi vítima do crime cometido por Suzane em 2002, a condenação pelo assassinato dos pais não impede, por si só, eventual direito sucessório.
Especialistas apontam que a exclusão de herdeiros depende de decisão judicial e da comprovação de fundamentos legais previstos em lei. Caso o falecido não tenha deixado testamento ou realizado planejamento patrimonial em vida, a sucessão segue as regras estabelecidas pelo Código Civil.
Miguel Abdalla Neto era irmão de Marísia von Richthofen, assassinada em 2002 junto com o marido, Manfred von Richthofen. Após o crime, Miguel foi responsável pela administração dos bens de Andreas von Richthofen até que ele atingisse a maioridade.
Até o momento, não há informação oficial sobre abertura de inventário ou disputa judicial relacionada aos bens do falecido. As investigações sobre as circunstâncias da morte seguem em andamento.