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Publicado em 19/10/2026, às 13h25 Foto: Reprodução Giovana Gurgel
Cerca de 50 moradores da Comunidade Piquiri interditaram os dois sentidos da BR-110, no Oeste do Rio Grande do Norte, na manhã desta segunda-feira (19), para cobrar a instalação de redutores de velocidade após a retirada de um radar fixo. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trecho registrou oito acidentes e três mortes entre 2025 e 2026.
O protesto começou por volta das 6h e terminou às 8h30, após negociação entre policiais rodoviários e manifestantes. A mobilização provocou congestionamento de aproximadamente um quilômetro em cada sentido da rodovia, que liga Mossoró a Areia Branca.
Durante o ato, os moradores incendiaram materiais para impedir a passagem dos veículos, o que levou ao acionamento do Corpo de Bombeiros. Apesar da interdição, a PRF informou que a manifestação ocorreu de forma pacífica.
A principal reivindicação dos moradores é a instalação de dispositivos que obriguem os motoristas a reduzir a velocidade ao passar pelo trecho. Segundo a comunidade, o radar que funcionava no local foi retirado há alguns meses, aumentando a preocupação com a segurança de quem vive às margens da rodovia.
A Associação de Moradores do Piquiri encaminhou um ofício ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) solicitando a implantação de medidas para diminuir a velocidade dos veículos. Entre as alternativas sugeridas estão lombadas, quebra-molas ou outros mecanismos considerados adequados para prevenir acidentes.
A secretária da associação, Fabiana Aparecida, afirmou que a manifestação teve como objetivo chamar a atenção das autoridades para o risco enfrentado diariamente pela população.
“O objetivo é chamar a atenção para uma demanda importantíssima para a comunidade, que é a instalação de redutores de velocidade. A comunidade informa que os veículos transitam diariamente em alta velocidade, colocando a segurança dos moradores em risco”, declarou.
De acordo com os números da PRF, a rodovia registrou cinco acidentes em 2025, sendo um grave, com uma morte. Já em 2026, foram contabilizadas três ocorrências, duas delas graves, que resultaram em duas mortes.
Diante da reivindicação, a delegacia da PRF em Mossoró iniciou tratativas com o DNIT para viabilizar uma reunião entre representantes dos órgãos e lideranças comunitárias.
Segundo o policial rodoviário federal Lúcio Neto Alencar, o encontro deverá discutir a possibilidade de instalar redutores físicos ou eletrônicos no trecho.
“O que eles estavam pleiteando é a questão de redutores de velocidade, físico ou eletrônico. Então a PRF, através da gestão da delegacia de Mossoró, está em contato com a gestão do DNIT para marcar uma reunião entre a liderança dessa comunidade, para eles sentarem à mesa e ter essa conversa”, explicou.