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Publicado em 11/11/2025, às 17h23 Ministro da Agricultura e Pecuária, Paulo Teixeira - BNews Natal BNews Natal Redação
O ministro da Agricultura e Pecuária, Paulo Teixeira, destacou nesta terça-feira (11), durante a COP30, que o Brasil está apresentando ao mundo um conjunto de ações voltadas ao reflorestamento produtivo, à mecanização da agricultura familiar e à inclusão tecnológica dos pequenos produtores, com o apoio do Fundo Amazônia e de novas parcerias nacionais e internacionais.
Segundo o ministro, o governo está lançando um grande programa de recomposição florestal, com incentivo à plantação de espécies produtivas que possam gerar retorno econômico para os agricultores familiares.
“Estamos apresentando um grande programa de reflorestamento, com investimento do BNDES e do Fundo Amazônia. Nosso foco é a recomposição florestal por meio de espécies produtivas que gerem renda e desenvolvimento”, explicou.
Entre as inovações apresentadas, Paulo Teixeira destacou a chegada de robôs automatizados que realizam a colheita do açaí e outras soluções de mecanização voltadas à agricultura familiar.
“O agricultor familiar precisa ter acesso à inteligência artificial e à revolução digital. O robô que colhe o açaí é um exemplo: ele consegue identificar quais frutos estão maduros e prontos para a colheita”, afirmou.
Outro ponto ressaltado foi o papel da agricultura familiar na alimentação da COP30. Pela primeira vez, o evento internacional conta com restaurantes abastecidos por produtos 100% oriundos desse setor.
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“É a primeira vez que uma COP tem alimentação da agricultura familiar. Aqui em Belém, há um restaurante com 100% dos produtos vindos desse segmento. Isso representa soberania alimentar e valorização da produção local”, frisou o ministro.
Teixeira reafirmou ainda o compromisso do governo brasileiro com o desmatamento zero até 2030, meta que, segundo ele, poderá ser alcançada antes do previsto. “Se Deus quiser, vamos chegar antes com o desmatamento zero”, declarou.
Para o ministro, o avanço das tecnologias e da inteligência artificial deve ser usado para reduzir desigualdades e democratizar o acesso ao desenvolvimento rural.
“A inteligência artificial tem que ajudar a agregar, a distribuir, a incluir todo mundo, e não ser instrumento de manipulação”, completou.
Durante a agenda na COP30 nesta terça, Paulo Teixeira também visitou o estande da empresa brasileira Local DC, que apresentou o Aruanã IA, um sistema de inteligência artificial voltado ao monitoramento ambiental e à gestão sustentável de recursos naturais.
A tecnologia está sendo testada em projetos-piloto em dois municípios do Rio Grande do Norte (Nísia Floresta e Canguaretama), com o objetivo de aprimorar o controle sobre áreas de preservação, qualidade da água e uso responsável do solo.
O ministro elogiou a iniciativa e destacou a importância de parcerias tecnológicas nacionais no avanço das políticas de sustentabilidade e inovação.
“Esses expositores de inteligência artificial que estão aqui são nossos parceiros. A tecnologia deve servir para integrar e apoiar quem produz, especialmente os pequenos agricultores”, reforçou.