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Menos aviões no céu, mais gente a bordo: voos caem em Natal e acendem alerta no turismo

Mesmo com menos aviões decolando, o fluxo de passageiros praticamente não se alterou. no terminal potiguar, que acumulou 2,4 milhões de passageiros  |  Divulgação/Latam

Publicado em 28/01/2026, às 15h33   Divulgação/Latam   José Nilton Jr.

O aeroporto internacional de Natal registrou uma redução significativa no número de decolagens ao longo do ano passado. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam queda de 12,5% nas operações, que passaram de 9.415 voos em 2024 para 8.236 no ano passado.

A retração foi puxada, sobretudo, pelos voos domésticos, que encolheram 13,4%. Já as operações internacionais permaneceram estáveis, sem variação no comparativo anual.

Mesmo com menos aviões decolando, o fluxo de passageiros praticamente não se alterou. Ao longo de 2025, cerca de 2,4 milhões de pessoas passaram pelo terminal potiguar, número 1% superior ao registrado no ano anterior. Em contrapartida, a oferta de assentos caiu 5,8%.

Corte de rotas e ajustes na malha aérea

A Zurich Airport Brasil, concessionária que administra o terminal, atribui o cenário às mudanças promovidas pelas companhias aéreas. Entre os principais fatores estão o fim dos voos diretos da Latam para Congonhas e o Galeão, a redução de frequências para Guarulhos e Brasília e a suspensão da rota Natal–Fernando de Noronha, operada pela Azul.

Esses ajustes impactaram diretamente o volume de decolagens, mesmo com a manutenção da demanda por viagens a partir da capital potiguar. Segundo a concessionária, as alterações refletem estratégias comerciais das empresas aéreas e a reorganização da malha nacional.

Turismo vê risco, mas minimiza impacto imediato

Para a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Norte, a redução no número de voos pode comprometer a competitividade do estado como destino turístico. O órgão afirma que mantém diálogo constante com as companhias aéreas na tentativa de ampliar a conectividade aérea.

A Emprotur, por outro lado, avalia que o desempenho do turismo não foi afetado de forma direta. A empresa destaca a elevada taxa de ocupação das aeronaves e classifica 2025 como uma das melhores temporadas dos últimos anos.

Ambas as entidades reconhecem preocupação com os reflexos da menor oferta, especialmente sobre o preço das passagens, mas reforçam que a procura segue aquecida, com turistas mais planejados e voos operando próximos da capacidade máxima.

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