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Publicado em 16/10/2025, às 13h06 Reprodução/Freepik Giovana Gurgel
De Xuxa a Drew Barrymore, celebridades têm contribuído para derrubar tabus e trazer a menopausa para o centro das conversas sobre saúde feminina.
O tema ganha destaque neste sábado (18), quando se celebra o Dia Mundial da Menopausa, data que reforça a importância do acompanhamento multidisciplinar como aliado na qualidade de vida das mulheres.
A menopausa marca o fim dos ciclos menstruais e, geralmente, ocorre entre os 45 e 55 anos. Mais do que um evento biológico, ela faz parte do climatério, período de transição que envolve mudanças físicas e emocionais.
Segundo especialistas da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), compreender essas transformações é essencial para viver essa etapa com equilíbrio e bem-estar.
De acordo com Elvira Mafaldo, diretora da Sogorn e integrante da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o acompanhamento médico é fundamental para avaliar sintomas.
É importante também para definir possíveis tratamentos, como a terapia de reposição hormonal, que recompõe a queda natural de estrogênio e progesterona.
“Elas devem ser sempre individualizadas”, explica Mafaldo sobre as terapias hormonais.
“Quando bem indicadas, trazem benefícios como melhora da disposição, do sono, da lubrificação vaginal e da saúde óssea. É um suporte importante para aliviar sintomas e devolver qualidade de vida”.
Além dos aspectos hormonais, a médica reforça que o olhar sobre o estilo de vida é indispensável. Alimentação balanceada e prática de exercícios físicos são peças-chave para atravessar o climatério com saúde e disposição.
Eva Andrade, professora do curso de Nutrição da Estácio, ressalta que as mudanças metabólicas exigem uma dieta adaptada.
“Na menopausa, há perda natural de massa magra e aumento da resistência à insulina. A mulher precisa consumir mais proteína, cálcio e vitamina D para manter a força muscular e a saúde óssea”, orienta.
O educador físico Elmir Andrade reforça que o movimento é outro pilar do autocuidado.
“Exercícios como musculação, pilates e caminhadas regulares estimulam o metabolismo, reduzem o estresse e protegem o coração”, destaca.
Mais do que tratar sintomas, o desafio é ressignificar a fase. Para a ginecologista Elvira Mafaldo, a menopausa deve ser encarada como uma oportunidade de recomeço.
“É um novo começo, não o fim de nada. As mulheres estão redescobrindo o prazer, o corpo e os limites nessa fase. O climatério pode ser o ponto de partida para uma nova etapa de autoconhecimento e autocuidado”, conclui.