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Publicado em 24/11/2025, às 08h15 (Imagem ilustrativa) Reprodução/Freepik Bruna Souza
O Brasil é o ponto de partida da maior rota de ônibus, em operação regular, no mundo. Ligando o Rio de Janeiro, no litoral atlântico, a Lima, capital do Peru, na costa do Pacífico, este trajeto de mais de 6.000 km é um desafio, e uma aventura, reconhecida oficialmente pelo Guinness World Records.
O Guinness World Records é a principal referência mundial quando o assunto é recordes. Ele documenta e verifica os feitos mais incríveis realizados por pessoas, animais ou fenômenos naturais.
A pesquisa é justamento reconhecida por sua imparcialidade e rigor. A cada ano, o Guinness publica um livro que reúne todas as conquistas mais notáveis, desde o animal mais rápido, maior coleção de algo ou a maior viagem de ônibus do mundo.
A jornada, que dura entre cinco a seis dias, totalizando aproximadamente 120 horas a bordo, é operada pela empresa Transacreana, que mantém esta linha transcontinental ativa.
A complexidade não reside apenas na distância percorrida, mas também na logística de revezamento contínuo de motoristas e na adaptação dos veículos para suportar variações extremas de altitude e clima, como explica o portal Click Petróleo Gás.
Ao longo do percurso, o ônibus cruza cerca de 30 cidades e dois países. Os veículos de dois andares são projetados para oferecer o máximo de conforto, incluindo poltronas semi-leito, tomadas USB e ar-condicionado, essenciais para o desgaste físico de uma viagem tão longa.
O que torna a rota Rio-Lima especial é a sua paisagem incrivelmente diversa. A viagem se inicia no calor do Sudeste brasileiro, passa pelas planícies do Centro-Oeste e pela densa floresta amazônica, antes de encarar o seu trecho mais desafiador: a Cordilheira dos Andes.
Em regiões como Cuzco, no Peru, o ônibus atinge altitudes superiores a 4.000 metros acima do nível do mar, exigindo protocolos de segurança rigorosos e atenção redobrada da tripulação.
Grande parte do percurso segue pela infraestrutura da rodovia interoceânica, uma obra estratégica que liga o Atlântico ao Pacífico. Ao fim dos cinco ou seis dias, o viajante chega em Lima, completando uma verdadeira maratona rodoviária que celebra a América do Sul.
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