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Leilão do Via Direta Shopping é suspenso pela Justiça Federal; confira detalhes

Com a decisão, o leilão e todos os atos relacionados à venda do imóvel ficam suspensos até o julgamento definitivo do recurso  |  Reprodução/Google Maps

Publicado em 21/07/2026, às 17h29   Reprodução/Google Maps   José Nilton Jr.

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) suspendeu o leilão do edifício onde funciona o Via Direta Shopping, em Natal, que estava marcado para esta quarta-feira (22). Avaliado em R$ 152,5 milhões, o imóvel teve a venda interrompida enquanto a empresa tenta concluir um acordo para quitar a dívida com a Fazenda Nacional.

A decisão foi proferida pela desembargadora federal convocada Cristina Maria Costa Garcez, que considerou existir risco de dano irreparável caso o prédio fosse vendido antes da conclusão das negociações.

De acordo com o Tribunal, o edifício é o principal patrimônio da empresa e sua alienação poderia comprometer o funcionamento do shopping.

Empresa questionou avaliação do imóvel

Antes da suspensão, o Via Direta Shopping havia recorrido de uma decisão da 6ª Vara Federal do Rio Grande do Norte que manteve o leilão.A empresa solicitou uma nova avaliação do imóvel, alegando que o valor atribuído ao prédio não refletia integralmente o potencial de valorização decorrente das mudanças promovidas pelo novo Plano Diretor de Natal.

O pedido, porém, foi rejeitado. O TRF5 entendeu que a empresa não apresentou laudo técnico nem estudo de mercado capaz de demonstrar que a avaliação estaria abaixo do preço de mercado.

A decisão também destacou que o oficial de Justiça responsável pela perícia levou em consideração a localização, as características do imóvel e os impactos das novas regras urbanísticas na região de Lagoa Nova.

Negociação da dívida motivou suspensão

O shopping também pediu que o imóvel não pudesse ser arrematado por valor inferior a 80% da avaliação, sustentando que o único sócio vivo da empresa é incapaz em razão de um quadro de demência. Esse pedido não foi acolhido pelo Tribunal.

Apesar disso, a desembargadora decidiu suspender o leilão porque a empresa está em fase de negociação para quitar o débito com a Fazenda Nacional. De acordo com o processo, a formalização do acordo depende de autorização da 20ª Vara Cível de Natal para que os curadores do sócio possam assinar os documentos necessários.

Com a decisão, o leilão e todos os atos relacionados à venda do imóvel ficam suspensos até o julgamento definitivo do recurso ou até nova determinação do TRF5. 

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