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Publicado em 04/11/2026, às 12h33 Reprodução/Globo Esporte José Nilton Jr.
Um homem foi condenado pela Justiça a mais de 13 anos de prisão por participar de um assalto armado contra um casal e também pelo crime de tráfico de drogas. A sentença foi proferida pela Vara Única da Comarca de Tangará, no interior do Rio Grande do Norte. Segundo a decisão, o acusado agiu com outros dois homens, ainda não identificados, para roubar uma moto e chegou a atirar contra as vítimas durante a fuga.
O crime aconteceu em 5 de fevereiro de 2025, quando o casal retornava da comunidade Lagoa do Feijão. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), os três homens abordaram as vítimas e exigiram a entrega da moto sob grave ameaça. Um dos assaltantes estava armado e, depois que o casal entregou o veículo e tentou fugir, efetuou disparos na direção das vítimas, mas não conseguiu atingi-las.
A identificação de um dos envolvidos foi possível porque ele não utilizava qualquer objeto para esconder o rosto. Durante o depoimento à polícia, as vítimas reconheceram o acusado, que já era conhecido por elas por jogar futebol na região.
As investigações também levaram os policiais civis até a casa do homem. No local, os agentes foram recebidos pela companheira dele, que autorizou a entrada da equipe. Durante a diligência, os policiais encontraram drogas escondidas no telhado da casa. Questionado, o acusado admitiu que o material era de sua propriedade.
Ao ser interrogado sobre o roubo, o homem reconheceu que estava nas proximidades do local onde ocorreu o crime naquela noite, mas não apresentou uma explicação considerada compatível com suas atividades naquele horário.
A companheira do acusado também prestou informações à investigação. Ela afirmou que o homem saiu de casa por volta das 19h, dizendo que iria jogar futebol. Posteriormente, recebeu uma mensagem da mãe dele relatando que a avó do acusado teria afirmado que ele estava envolvido no assalto.
Na análise das provas, a Justiça destacou a coerência dos depoimentos das vítimas, que reconheceram o condenado como um dos responsáveis pelo crime. Segundo a sentença, o casal relatou ter ficado profundamente assustado com a violência da abordagem e decidiu deixar Tangará, mudando-se para outro município por medo de ser identificado pelos criminosos.
Também foi ressaltado que o reconhecimento do acusado não deixou margem para dúvidas, uma vez que as vítimas já o conheciam anteriormente. A Justiça destacou que os relatos apresentados em juízo foram compatíveis e reforçaram a participação do homem no assalto.
Outro elemento considerado relevante foi o depoimento da policial civil responsável pelas investigações. A agente relatou que, com autorização da companheira do réu, teve acesso a gravações de voz trocadas entre ela e a sogra, nas quais o envolvimento do acusado no crime era mencionado.
De acordo com a Justiça, as conversas reforçaram a versão apresentada pelas vítimas e demonstraram que a participação do homem no episódio já era comentada na região.
Ao fundamentar a sentença, a Justiça considerou comprovado que o acusado participou do assalto em conjunto com outros dois homens e que foi o responsável por portar a arma utilizada para intimidar o casal. A materialidade e a autoria do roubo foram reconhecidas com base no conjunto de provas reunidas durante o processo.
Em relação ao tráfico de drogas, foi considerada especialmente relevante a confissão feita pelo acusado na delegacia. Segundo o registro da decisão, após ser informado sobre o direito de permanecer em silêncio, ele admitiu que os entorpecentes encontrados pelos policiais eram seus e que havia escondido as substâncias no telhado da residência.
Ao final do julgamento, a denúncia apresentada pelo Ministério Público foi acolhida parcialmente. O homem recebeu pena de 13 anos, 20 dias de reclusão e 437 dias-multa, com início do cumprimento em regime fechado.