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Publicado em 22/02/2026, às 15h57 Imagem: Reprodução das redes sociais Mayane Lins
O cantor João Gomes interrompeu um show fechado no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, na noite deste sábado (21), para fazer um elogio público à pesquisadora Tatiana Sampaio. A cientista estava na plateia quando o artista decidiu chamá-la ao centro da atenção e destacou o trabalho desenvolvido por ela há quase três décadas com a polilaminina, molécula estudada por seu potencial de contribuir na reversão de lesões medulares.
No microfone, João Gomes disse que Tatiana era “a maior celebridade” daquela noite e, em seguida, foi até ela para um abraço. O gesto surpreendeu o público e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, com vídeos e comentários celebrando o reconhecimento à ciência em um espaço normalmente dominado por artistas e celebridades.
Um dos registros que ganhou força foi compartilhado pela jornalista e ex-deputada federal Manuela d’Ávila, ajudando a ampliar a repercussão do momento. Nas redes, mensagens elogiaram a pesquisadora e o trabalho científico brasileiro, com internautas chamando Tatiana de “mulher do século” e destacando a emoção de ver uma pesquisadora ser aplaudida em um palco como a Sapucaí.
Veja o vídeo:
Tatiana Sampaio é conhecida no meio acadêmico por dedicar grande parte da carreira à pesquisa com a polilaminina, uma molécula estudada na área de neurociência e regeneração, frequentemente associada a debates sobre caminhos possíveis para tratamento de danos na medula espinhal. Ao longo dos anos, o tema ganhou visibilidade também fora dos laboratórios por tocar diretamente em questões de mobilidade e qualidade de vida de pacientes.
A polilaminina é produto da polimerização da laminina, proteína que, durante a gestação, funciona como “trilho” para o crescimento dos axônios, que é o prolongamentos dos neurônios, responsáveis por transmitir impulsos nervosos.
A proteína é injetada na medula avariada, em doses pequenas, em até três dias após a lesão completa. Após testes em ratos e cães, o estudo clínico em humanos começou em 2016. A primeira paciente faleceu por pneumonia, mas o óbito não foi relacionado ao medicamento. O segundo paciente, Bruno Drummond, que havia sido considerado tetraplégico após um acidente de carro, apresentou recuperação significativa a partir do terceiro mês.