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Publicado em 08/04/2026, às 18h33 Reprodução: Youtube Jussier Lucas
O governo do Irã ameaçou romper o cessar-fogo firmado recentemente com os Estados Unidos após novos bombardeios realizados por Israel contra o Líbano nesta quarta-feira (08). Autoridades iranianas afirmam que a ofensiva viola os termos da trégua e pode desencadear uma resposta militar em larga escala.
De acordo com a mídia estatal iraniana, o país estuda retomar ataques caso as investidas israelenses continuem. Um alto funcionário de segurança declarou que Teerã está pronto para agir “a qualquer momento” diante do que classificou como quebra de um acordo “frágil e temporário”.
A crise se intensifica em meio a um cenário já instável no Oriente Médio, onde o cessar-fogo havia sido estabelecido como uma pausa estratégica para negociações de paz. O Irã também pressiona para que o acordo inclua todas as frentes de conflito, incluindo o território libanês e a Faixa de Gaza.
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As Forças de Defesa de Israel informaram ter realizado bombardeios em mais de 100 alvos no sul do Líbano e na capital Beirute em um intervalo de poucos minutos. Segundo autoridades libanesas, os ataques deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos, além de danos significativos em áreas urbanas densamente povoadas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou apoio ao cessar-fogo negociado com os Estados Unidos e o Irã, mas afirmou que o Líbano não faz parte do acordo. A posição gerou divergência com países mediadores, como o Paquistão, que defendem uma trégua mais ampla.
Diante da escalada, o Irã voltou a mencionar a possibilidade de fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O controle da região é um dos principais pontos de tensão nas negociações.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, criticou duramente os ataques, acusando Israel de desrespeitar o direito internacional e ignorar esforços diplomáticos para encerrar o conflito. Já o premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, fez um apelo público para que todas as partes respeitem o cessar-fogo e permitam o avanço das negociações de paz.
Enquanto isso, o cenário permanece indefinido. A continuidade dos ataques e as divergências sobre os termos do acordo colocam em risco a trégua e aumentam a possibilidade de uma nova escalada militar na região.