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HPV provoca 7,5 mil mortes por câncer todos os anos no Brasil, aponta estudo

Pesquisadores destacam que vacinação e exames preventivos são essenciais para reduzir casos de cânceres associados ao HPV  |  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 27/05/2026, às 18h19   Marcelo Camargo/Agência Brasil   Jussier Lucas

Um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics revelou que os cânceres associados ao HPV provocam cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil internações por ano no Brasil. Os dados analisam informações do Ministério da Saúde entre 2011 e 2019 e apontam que 85% das vítimas são mulheres.

Segundo os pesquisadores, grande parte desses casos poderia ser evitada com vacinação e exames preventivos capazes de identificar lesões antes que evoluam para câncer.

O levantamento mostra ainda que o câncer de colo do útero segue como o mais frequente entre as doenças relacionadas ao HPV, sendo responsável por mais de 77% das mortes registradas no período analisado.

HPV também está ligado a outros tipos de câncer

Apesar da maior atenção ao câncer de colo do útero, especialistas alertam que o HPV está associado a pelo menos oito tipos diferentes de câncer, atingindo homens e mulheres.

Entre eles estão câncer de vagina, vulva, pênis, ânus e também tumores na região da cabeça e pescoço, como orofaringe, laringe e cavidade oral.

O estudo identificou crescimento expressivo nos casos de câncer anal, especialmente entre homens que fazem sexo com homens e pessoas imunossuprimidas. Já os cânceres de cabeça e pescoço aparecem com incidência quatro vezes maior em homens.

A diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, destacou que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o vírus.

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Vacinação e exame preventivo são principais formas de proteção

A vacina contra o HPV foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014 e é recomendada para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. O Ministério da Saúde também mantém uma campanha de resgate vacinal para jovens de até 19 anos que não receberam a dose na idade indicada.

Além da imunização, especialistas reforçam a importância do papanicolau e do teste DNA-HPV, utilizados para detectar infecções e lesões precursoras do câncer do colo do útero.

Segundo o estudo, o câncer de colo do útero é atualmente um dos que mais mata mulheres em idade reprodutiva no Brasil. A média de idade das pacientes internadas pela doença é de 47 anos.

Autoridades de saúde acreditam que, com alta cobertura vacinal, rastreamento organizado e diagnóstico precoce, o câncer de colo do útero poderá ser eliminado nas próximas décadas.

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