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Publicado em 12/12/2025, às 18h36 Reprodução: SESAP/ASSECOM Jussier Lucas
O Hospital Giselda Trigueiro, referência no Rio Grande do Norte para o tratamento de doenças infecciosas, permanece com 15 leitos de UTI desativados há pelo menos seis meses devido a uma reforma ainda sem previsão de conclusão.
A situação compromete a assistência de pacientes que necessitam de cuidados intensivos e pressiona a rede pública de saúde, que não dispõe de alternativa equivalente.
Segundo servidores da unidade, a demanda por leitos críticos têm aumentado enquanto a capacidade operacional segue reduzida. Um trabalhador que atua no hospital e preferiu não ser identificado afirmou que a desativação representa impacto direto no atendimento.
“Sabe o que é 15 leitos desativados? São 15 pessoas sem chance de viver. Isso tem que mostrar para a população o descaso da saúde pública do Rio Grande do Norte”, relatou.
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Reforma atinge também enfermarias
Representantes do Sindsaúde/RN visitaram o local e apontaram que o problema ultrapassa a área da UTI. De acordo com o diretor do sindicato e servidor do hospital, Henrique Pereira, outras enfermarias também estão com leitos fechados por causa de obras em andamento.
“Além dessas vagas da UTI, ainda há outros leitos fechados, porque várias enfermarias estão em reforma”, afirmou.
Ele também explicou que, diante da falta de estrutura, setores estão sendo improvisados para suprir a demanda.
“A situação está tão difícil que estão transformando leitos comuns em leitos de UTI, como é o caso da enfermaria do Misto 4, que recebeu os leitos da UTI Geral fechada nesta semana. Em vez de ampliar, estão reduzindo vagas”, concluiu.
O Governo do Estado ainda não apresentou um prazo oficial para a conclusão dos serviços.