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Publicado em 22/07/2026, às 12h55 Foto: Ricardo Stuckert-PR Giovana Gurgel
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) esclareceu, nesta quarta-feira (22), que a interrupção temporária do fluxo de água no Ramal do Apodi foi uma medida técnica adotada para garantir a segurança dos trabalhadores durante as obras e desmentiu informações que circulam nas redes sociais sobre o uso de contêineres na estrutura. Segundo a pasta, os equipamentos metálicos são utilizados apenas como passarelas provisórias até a conclusão das pontes definitivas de concreto.
A nota oficial foi divulgada após a circulação de um vídeo com alegações consideradas incorretas sobre a paralisação da água e a presença dos contêineres ao longo do empreendimento da transposição do Rio São Francisco. O ministério afirmou que todas as intervenções seguem o planejamento da obra e atendem às exigências de segurança da execução dos serviços.
De acordo com a pasta, a suspensão do fluxo ocorreu logo após a inauguração do Túnel Major Sales, na divisa entre a Paraíba e o RN. Na ocasião, houve uma liberação experimental de água para avaliar parâmetros como vazão e capacidade operacional do canal. Após os testes iniciais, o abastecimento foi interrompido temporariamente para permitir a continuidade dos trabalhos de engenharia.
O cronograma do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional prevê uma nova liberação experimental de água na próxima semana. Conforme informou o órgão, o fornecimento regular pelo Ramal do Apodi somente ocorrerá após a conclusão definitiva das obras e obedecerá às solicitações do governo potiguar, respeitando o plano de uso e as regras de outorga dos recursos hídricos.
Sobre os contêineres instalados em alguns pontos do canal, o ministério explicou que as estruturas funcionam como passagens temporárias para pedestres e veículos onde o traçado da obra cruza estradas locais. A pasta ressaltou que esses equipamentos ocupam menos de 0,05% dos cerca de 115 km de extensão do Ramal do Apodi e serão retirados à medida que as pontes permanentes forem concluídas.
O Ramal integra o Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) e tem aproximadamente 115,5 km de extensão, atravessando os estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte com o objetivo de ampliar a distribuição das águas para dezenas de municípios do Nordeste.
O percurso começa no Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), onde a captação ocorre em Cabrobó, Pernambuco, diretamente no Rio São Francisco. A água é elevada pela Estação de Bombeamento EBI-1 e segue por sucessivas estações, incluindo a EBI-2, em Terra Nova, e a EBI-3, em Salgueiro, vencendo um desnível aproximado de 180 metros, equivalente à altura de um edifício de cerca de 60 andares.
Após passar pelo Reservatório Tucutu, em Cabrobó, a água percorre os canais do empreendimento até alcançar o Reservatório Caiçara, em São José de Piranhas, na Paraíba. O local funciona como um importante ponto de distribuição, direcionando o fluxo para diferentes regiões do Nordeste.
É a partir do Reservatório Caiçara que se inicia o Ramal do Apodi. No km. 30, no município paraibano de Cachoeira dos Índios, a vazão é dividida: metade segue para o Ceará por meio do Ramal do Salgado, enquanto a outra parte atravessa o Túnel Major Sales até chegar ao Reservatório Angicos, no Rio Grande do Norte.
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O Ramal do Salgado possui cerca de 36 km de extensão e foi projetado para levar as águas do PISF até a bacia do Rio Salgado, afluente do Açude Castanhão, o maior reservatório do Ceará. A estrutura amplia o alcance da transposição e reforça a segurança hídrica de municípios cearenses.
Outro componente da obra é o Túnel Saco dos Bois, com aproximadamente 320 metros de extensão. Localizado no Ramal do Salgado, o túnel integra o conjunto de estruturas responsáveis por conduzir as águas até a bacia do Rio Salgado, fortalecendo a infraestrutura hídrica do projeto.
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