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Fragmentação de dados e falta de serviços especializados impedem prevenção de feminicídios, alertam especialistas

Estudo revela que a falta de serviços especializados é um dos principais obstáculos à proteção das mulheres no Brasil.  |  Foto: Agência Brasil

Publicado em 20/09/2026, às 17h13   Foto: Agência Brasil   Ranyere Fonseca

A falta de integração entre bancos de dados públicos, falhas na fiscalização de medidas protetivas e o isolamento dos órgãos de acolhimento formam o principal obstáculo para conter a escalada da violência contra a mulher no Brasil. O diagnóstico foi apresentado por promotoras de Justiça e delegadas de polícia durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), no painel "Feminicídios e violência doméstica: por que seguimos falhando?".

De acordo com especialistas da área jurídica e policial, o Estado monitora apenas episódios isolados em vez de enxergar a trajetória contínua de ameaças e agressões que costuma anteceder os crimes letais. Dados do FBSP revelam um cenário de abandono estrutural: 72,9% dos municípios brasileiros com menos de 100 mil habitantes não contam com nenhum serviço especializado de atendimento à mulher.

A ausência de postos da rede de proteção no interior expõe vítimas a barreiras geográficas e institucionais, justamente onde se concentram índices elevados de violência de gênero com baixa capacidade de resposta estatal.

Gargalos: medidas protetivas descumpridas

Autoridades presentes no debate destacaram a discrepância entre a concessão legal de proteção e a efetiva vigilância das decisões judiciais:

Brutalidade, misoginia e alta nos índices letais

Enquanto os índices globais de homicídios dolosos apresentaram queda no cenário nacional, os assassinatos motivados pela condição de gênero seguiram trajetória inversa, registrando aumento de 4,7% em 2025:

Classificação Indicativa: Livre


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