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Fotos da prova e prisões: Ministério investiga possível fraude em concurso da Polícia Penal no RN e avalia anulação

Um ponto que chamou a atenção do Ministério foi a circulação de fotos em aplicativos de mensagens enquanto as provas ainda estavam sendo realizadas  |  Reprodução/Polícia Penal

Publicado em 15/09/2026, às 13h33   Reprodução/Polícia Penal   José Nilton Jr.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu um procedimento para apurar se existem elementos que possam levar à anulação das provas escritas do concurso público da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). O edital oferece vagas e cadastro reserva para os cargos de policial penal e especialista em assistência penitenciária.

A investigação está sendo conduzida pela 70ª Promotoria de Justiça de Natal e considera, entre outros fatores, a prisão em flagrante de 11 candidatos durante a aplicação da prova objetiva. Os envolvidos são suspeitos de portar dispositivos eletrônicos que poderiam ser utilizados para transmitir informações de maneira irregular durante o exame.

Outro ponto que chamou a atenção do Ministério Público foi a circulação de imagens em aplicativos de mensagens enquanto as provas ainda estavam sendo realizadas. Segundo as informações analisadas, as fotografias indicam que páginas do caderno de questões podem ter sido registradas dentro dos locais de aplicação.

Falhas na segurança também estão sob investigação

Documentos produzidos pela polícia apontam que a empresa responsável pela organização do concurso não teria utilizado detectores de metais em todas as salas onde as provas foram aplicadas.

Diante disso, o MPRN pretende dimensionar as possíveis irregularidades e verificar se os mecanismos de segurança adotados foram suficientes para identificar e retirar dos locais de prova candidatos que eventualmente estivessem envolvidos em tentativas de fraude.

A apuração também deverá analisar se houve outras falhas capazes de comprometer a segurança e a igualdade de condições entre os participantes do concurso.

Secretaria e organizadora terão 15 dias para prestar informações

Para avançar na investigação, o Ministério Público solicitou informações à Secretaria Estadual da Administração e ao Instituto Avalia, responsável pela organização do certame. Os órgãos terão 15 dias para apresentar os dados solicitados.

Entre as informações requisitadas estão os locais de aplicação das provas, os procedimentos de segurança adotados, a utilização de detectores de metais e eventuais contatos anteriores com órgãos de inteligência e investigação.

O MPRN também informou que acompanhará o andamento das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Defesa do Patrimônio Público e Combate à Corrupção, que apura as suspeitas relacionadas à aplicação das provas.

Até o momento, a abertura do procedimento não significa que o concurso será anulado. O objetivo da apuração é justamente verificar a extensão das possíveis irregularidades e se elas possuem gravidade suficiente para comprometer a validade das provas.

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