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"Flávio miliciano" explode no Google após debate com Lula e ultrapassa 1 milhão de buscas

A disparada ocorreu após Lula afirmar durante o debate que não queria ficar perto do adversário e declarar: "Quero distância de miliciano"  |  Reprodução/Facebook Flávio Bolsonaro

Publicado em 20/10/2026, às 16h10   Reprodução/Facebook Flávio Bolsonaro   José Nilton Jr.

A expressão "Flávio miliciano" chegou ao topo dos assuntos mais pesquisados no Google Trends na noite do último domingo (18), durante o debate presidencial da Band entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O termo ultrapassou a marca de 1 milhão de pesquisas relacionadas, enquanto "Flávio Comando Vermelho" também ganhou força e superou 100 mil buscas, em meio à troca de acusações entre os candidatos.

Às 23h11, "Flávio miliciano" liderava os assuntos em alta na plataforma, com crescimento de relevância de até 1.000%. A disparada ocorreu após Lula afirmar que não queria ficar perto do adversário e declarar: "Quero distância de miliciano". A fala repercutiu nas redes sociais e coincidiu com o aumento do interesse pelos termos associados ao senador.

O debate também trouxe à discussão o Comando Vermelho e o combate às facções criminosas. Durante o confronto, Flávio Bolsonaro defendeu a classificação desses grupos como organizações narcoterroristas, enquanto as acusações envolvendo milícias passaram a dominar parte das conversas digitais.

Histórico de Flávio Bolsonaro com as milícias volta ao centro da discussão

A repercussão dos termos também está relacionada a episódios da trajetória política de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, o senador foi alvo de questionamentos por declarações sobre milícias, homenagens concedidas a policiais posteriormente investigados e contratações de familiares de pessoas suspeitas de envolvimento com atividades criminosas.

Em 2007, quando exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Flávio questionou os riscos atribuídos às milícias e sugeriu que grupos formados por policiais e bombeiros poderiam impedir a entrada de traficantes nas comunidades.

Outro episódio envolve Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope apontado pelo Ministério Público como líder de uma milícia e do chamado Escritório do Crime, grupo associado a assassinatos por encomenda. Em 2005, Flávio concedeu a Adriano a Medalha Tiradentes, uma das principais honrarias da Alerj, quando ele já estava preso por homicídio e acumulava punições administrativas na Polícia Militar.

Emendas parlamentares

Outro episódio que voltou a despertar interesse envolve a destinação de recursos públicos ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop). Flávio destinou cerca de R$ 200 mil em emendas parlamentares à entidade, após solicitação de Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em organização criminosa relacionada ao assassinato da vereadora Marielle Franco.

O repasse ocorreu em novembro de 2023 e passou a ser investigado pela Polícia Federal diante de suspeitas de desvio de recursos. Flávio afirmou que a destinação das emendas seguiu os critérios legais e que cabia à entidade executar os projetos previstos.

Outras expressões

Outras expressões também ganharam destaque, entre elas "flávio ana clara" e "134 milhões filme bolsonaro", ambas com mais de 20 mil buscas relacionadas. Já o termo "filho do lula" ultrapassou 50 mil pesquisas, indicando que as consultas durante a noite também envolveram assuntos ligados ao presidente e a familiares de figuras políticas.

Classificação Indicativa: Livre


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