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Viroses respiratórias sobrecarregam hospitais e acendem alerta para vacinação no RN

Médico alerta sobre o aumento de viroses respiratórias e a importância da vacinação contra a influenza para evitar complicações graves  |  © Paulo Pinto/Agência Brasil

Publicado em 19/06/2026, às 14h17   © Paulo Pinto/Agência Brasil   Giovana Gurgel

O aumento dos casos de viroses respiratórias tem provocado lotação em unidades de pronto-atendimento e hospitais, especialmente neste período do ano. O médico infectologista Luiz Roberto Marinho alertou, em entrevista ao Jornal da Cidade, da rádio 94 FM Natal, na quarta-feira (18), que os meses entre abril e julho concentram o pico anual dessas infecções e reforçou a necessidade da vacinação contra a influenza como principal medida de prevenção às formas graves da doença.

O especialista explicou que as viroses respiratórias circulam durante todo o ano, mas registram crescimento expressivo com a chegada do período chuvoso. Segundo ele, o aumento da precipitação pluviométrica favorece a maior incidência desses vírus na população. A expectativa, de acordo com o infectologista, é de que os números comecem a diminuir gradualmente nos próximos meses, com um cenário mais estável previsto para agosto.

Vacinação = proteção

Luiz Roberto Marinho destacou que a vacina contra a influenza continua sendo a principal ferramenta para evitar complicações decorrentes das infecções respiratórias. Disponível anualmente para toda a população, o imunizante reduz significativamente o risco de desenvolvimento das formas mais graves da doença.

O especialista explicou que a vacinação é direcionada aos vírus com maior potencial de provocar internações e necessidade de tratamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele também citou a vacina contra o vírus sincicial respiratório, que ainda não está amplamente disponível para toda a população por meio do Ministério da Saúde.

Segundo o médico, crianças com menos de dois anos e idosos acima de 65 anos estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações causadas pelo vírus sincicial respiratório. Apesar dos avanços na imunização, ele lembrou que existem cerca de 200 vírus capazes de provocar infecções respiratórias.

Queda da procura 

O infectologista também chamou atenção para a redução da adesão às campanhas de vacinação. Conforme relatou, as doses contra a influenza continuam disponíveis nos postos de saúde das redes estadual e municipal, mas a procura está abaixo do esperado.

Ele ressaltou que a vacina não impede totalmente a infecção, porém reduz de forma significativa a gravidade dos casos. Pessoas imunizadas podem contrair influenza, mas tendem a apresentar sintomas mais leves e menor risco de complicações respiratórias severas.

Marinho lembrou ainda que os vírus da influenza possuem histórico de grandes surtos globais, incluindo a pandemia registrada em 2009. O especialista também citou a pandemia da Covid-19, provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, entre 2020 e 2022.

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Sintomas 

Os sintomas mais frequentes das viroses respiratórias incluem febre, dor de garganta, coriza, congestão nasal, tosse e produção de secreção. Na maioria dos casos, a evolução é considerada benigna e restrita às vias aéreas superiores.

Entretanto, o médico alertou para sinais que exigem atendimento médico imediato. Alterações no nível de consciência, dificuldade para se comunicar adequadamente e episódios de falta de ar podem indicar comprometimento pulmonar e necessidade de exames ou internação.

Entre os grupos de maior risco estão pessoas com doenças pulmonares crônicas e fumantes, que já apresentam limitações respiratórias prévias. Para auxiliar na recuperação, o especialista recomenda hidratação constante com água, chás, sucos e sopas, além do uso de medicamentos para controle de febre e dor, como dipirona e paracetamol, sempre sob orientação adequada.

Vacina 

Uma dúvida comum da população envolve a vacinação após episódios recentes de gripe ou resfriado. Segundo Luiz Roberto Marinho, pessoas que já não apresentam febre e recuperaram o estado geral de saúde podem receber a vacina normalmente. De acordo com o infectologista, o ideal é aguardar a recuperação clínica, com alimentação regular e disposição restabelecida, para então realizar a imunização.

O especialista reforçou que a influenza continua sendo a virose respiratória com maior potencial de causar casos graves e mortes, tornando a vacinação uma das principais estratégias para reduzir o impacto da doença sobre a população e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde.

Classificação Indicativa: Livre


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