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Escândalo dos preços na COP 30 choca participantes; confira valores

Os preços das comidas e bebidas na COP 30 surpreendem visitantes, gerando críticas sobre a acessibilidade no evento  |  Foto: Reprodução: Edilene Lopes/Itatiaia

Publicado em 07/11/2025, às 15h06   Foto: Reprodução: Edilene Lopes/Itatiaia   Giovana Gurgel

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) acontece em Belém e reúne líderes mundiais. Antes mesmo da abertura oficial, a alimentação dentro da área montada para o evento já causa surpresa e críticas entre quem passou pelo local.

O Parque da Cidade, erguido no espaço onde antes funcionava um pequeno aeroporto, ainda está em montagem, com tapumes e obras espalhadas. Mesmo assim, com a Cúpula dos Líderes antecipada para esta quinta e sexta-feira, alguns estandes começaram a operar.

Os primeiros visitantes foram recebidos por valores considerados exorbitantes. Uma coxinha de camarão custa R$ 45, mesma faixa de uma porção de mini pães de queijo. Refrigerante é vendido por R$ 25 e o suco natural chega a R$ 35.

Preços considerados fora da realidade

Para quem busca algo doce, o brownie sai por R$ 55 e a salada de frutas, por R$ 50. Até a garrafinha de água ultrapassa padrões comuns, sendo vendida por R$ 20. A antiga referência ao aeroporto desativado ganhou novo sentido para o público, que afirma que os preços continuam “nas alturas”.

Além dos valores, o sistema de pagamento gera reclamações. Não é possível pagar diretamente nos estandes com cartão, Pix ou dinheiro. O visitante precisa primeiro comprar um cartão recarregável nos caixas oficiais do evento para depois usá-lo nos pontos credenciados.

A movimentação e as críticas se intensificam à medida que o fluxo de participantes aumenta no espaço construído às pressas para receber a Cúpula.

Contexto da conferência

A COP 30 reúne países com territórios de florestas tropicais e seus parceiros na agenda climática. O encontro discute redução de emissões de carbono, preservação ambiental e financiamento para a transição verde. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros chefes de Estado já fizeram discursos iniciais e defenderam propostas de cooperação.

No âmbito das negociações, o Brasil anunciou o Fundo de Florestas Tropicais, que visa fortalecer o protagonismo dos países do Sul Global na preservação e remuneração ambiental. A meta é alcançar US$ 10 bilhões em um ano.

Até agora, o Brasil investiu US$ 1 bilhão. A Noruega confirmou contribuição de US$ 3 bilhões, a Indonésia vai entrar com US$ 1 bilhão e a França anunciou € 500 milhões. A expectativa é de novas adesões antes da conclusão da conferência.

Classificação Indicativa: Livre


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