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Publicado em 16/04/2026, às 13h39 Reprodução/Medicina S/A José Nilton Jr.
O Ministério da Saúde incorporou o uso do transplante de membrana amniótica como parte do tratamento de diabetes e doenças oculares no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada após recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.
A técnica será utilizada principalmente em casos de feridas crônicas, pé diabético e problemas oftalmológicos, com expectativa de beneficiar mais de 860 mil pessoas por ano.
A medida amplia o acesso a tecnologias avançadas dentro da rede pública de saúde.
A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e aplicado na medicina regenerativa por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes.
No tratamento do pé diabético, por exemplo, o uso dessa tecnologia pode acelerar a cicatrização em até duas vezes quando comparado a métodos tradicionais.
No SUS, o material já vinha sendo utilizado desde o ano passado em casos de queimaduras extensas.
Além das feridas, o transplante também será aplicado em problemas oculares que afetam estruturas como pálpebras, glândulas lacrimais e córnea.
O uso do tecido auxilia na recuperação da superfície ocular, reduz dores e melhora o processo de cicatrização.
De acordo com o Ministério da Saúde, o método também contribui para diminuir o risco de novas lesões e pode melhorar a qualidade da visão.
A técnica é considerada uma alternativa eficaz especialmente em situações mais severas ou resistentes a tratamentos convencionais.
Entre as condições que podem ser tratadas estão glaucoma, inflamações, perfurações e úlceras na córnea.
Com a incorporação ao SUS, a expectativa é ampliar o acesso da população a tratamentos mais modernos e eficientes.