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Publicado em 21/02/2026, às 12h40 Foto: reprodução internet BNews Natal Redação
O período de Carnaval, marcado por festas e encontros casuais, traz um alerta inusitado para a saúde masculina: o aumento nos casos de fratura peniana. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que, entre 2024 e o início de fevereiro de 2026, foram realizados 571 atendimentos dessa natureza na rede pública do Rio de Janeiro, com picos evidentes durante os dias de folia.
No Hospital Municipal Souza Aguiar, referência mundial no tema, a média de casos, que costuma ser de quatro por mês, sobe para quase um por dia durante o Carnaval. O fenômeno também é observado em outras datas festivas, como o Réveillon e as férias de verão.
Diferente do que o nome sugere, o pênis não possui ossos. A chamada "fratura" é, na verdade, o rompimento da túnica albugínea, uma camada fibrosa que envolve as estruturas que se enchem de sangue durante a ereção.
Especialistas apontam que a combinação de fatores típicos da folia contribui para o aumento das estatísticas. O consumo de álcool e substâncias entorpecentes reduz os reflexos de dor e a percepção de risco, levando a movimentos mais bruscos.
Além disso, relações sexuais em locais improvisados (como carros e banheiros) e certas posições aumentam as chances de trauma. Segundo médicos urologistas, as posições com a "mulher por cima" ou "quatro apoios" são as mais associadas aos casos, devido ao risco de o pênis dobrar abruptamente ao bater no osso público da parceria.
Um dos maiores obstáculos para o tratamento é o tabu. Muitos homens demoram a procurar ajuda médica por constrangimento ou por estarem em situações extraconjugais no momento do acidente.
A orientação médica é clara: a fratura peniana é uma emergência cirúrgica. Quanto mais rápida for a intervenção (geralmente uma cirurgia de 40 minutos), menores as chances de sequelas permanentes, como disfunção erétil ou curvatura acentuada do órgão. Após o procedimento, o paciente deve cumprir um repouso sexual rigoroso de, no mínimo, 30 dias.