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Conheça a doença que matou mais de 2 mil pessoas no RN nos últimos cinco anos

Câncer de pulmão foi a neoplasia que mais matou no RN entre 2020 e 2024, respondendo por aproximadamente 12% a 13% dos óbitos  |  

Publicado em 29/08/2026, às 06h00      Anderson Barbosa

O câncer de pulmão foi a neoplasia que mais matou no Rio Grande do Norte entre 2020 e 2024, respondendo por aproximadamente 12% a 13% dos óbitos provocados por câncer no estado. Ao todo, foram mais de 2,2 mil mortes.

Os dados são do Boletim Epidemiológico do Câncer 2025, elaborado pela Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grando do Norte (SESAP), e reforçam o alerta para a importância da prevenção e do combate ao tabagismo, principal fator de risco associado à doença.

O alerta ganha força neste sábado (29), quando é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Somente nos últimos três anos, 472 pacientes foram diagnosticados com câncer de pulmão pela Liga Contra o Câncer do Rio Grande do Norte, referência no diagnóstico e tratamento oncológico no estado. Do total, 227 doentes receberam tratamento. 

As vitórias contra os malefícios do cigaro são conquistas que merecem ser celebradas. Porém, ainda há muita gente que precisa se concientizar. Matéria especial publicada pelo BNews RN no início de agosto trouxe à tona uma estimativa preocupante. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 7.000 novos casos de câncer de pulmão, traqueia e brônquios devem ser registrados até o final do ano somente na região Nordeste. No RN, a previsão é fechar o ano com 520 diagnósticos registrados em todo o território potiguar, sendo 140 somente em Natal.

Tabagismo cresce entre os jovens

Ainda esta semana, pesquisa realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center, em parceria com a Nexus, revelou que os brasileiros de 16 a 24 anos apresentam a maior taxa de tabagismo entre as faixas etárias analisadas, ou seja, é prova de que o tabagismo vem crescendo entre os jovens do país.

O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o Brasil e apontou que 19% das pessoas deste grupo específico se consideram fumantes ativos, considerando tanto cigarros tradicionais quanto dispositivos eletrônicos.

O percentual supera a média nacional, de 17%, e também os índices registrados entre os demais grupos. Entre os brasileiros de 25 a 40 anos, a taxa é de 15%, enquanto chega a 16% entre pessoas com mais de 60 anos de idade e a 17% na faixa de 41 a 59 anos.

Parar de fumar é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de câncer

Casos de câncer de pulmão no RN

No Rio Grande do Norte, o câncer de pulmão atinge principalmente a população idosa: cerca de 72% dos óbitos registrados ocorreram entre pessoas com 60 anos ou mais.

O cenário é considerado preocupante diante da relação direta entre o consumo de produtos derivados do tabaco e o desenvolvimento do câncer de pulmão. Estimativas apontam que o tabagismo está relacionado a cerca de 85% a 90% dos casos e mortes provocados pela doença. 

O risco também aumenta de forma significativa entre os fumantes. Uma pessoa que fuma pode apresentar risco de morrer em decorrência do câncer de pulmão até 30 vezes maior do que alguém que nunca fumou. Por isso, abandonar o cigarro é considerado uma das principais medidas para reduzir a possibilidade de desenvolver a doença.

Doença também atinge não fumantes

Apesar da forte associação com o tabagismo, o câncer de pulmão não é exclusivo de fumantes. Aproximadamente 15% dos pacientes nunca fumaram. Nesses casos, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como exposição ao fumo passivo, poluição do ar e predisposição genética.

O envelhecimento da população também influencia os indicadores. Como o risco de desenvolvimento do câncer aumenta com a idade, a maior concentração de mortes entre pessoas com 60 anos ou mais reforça a necessidade de acompanhamento e atenção aos sinais da doença.

Entre os sintomas que podem aparecer estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, perda de peso sem explicação e presença de sangue no escarro. Como esses sinais podem ser confundidos com outras doenças respiratórias, a avaliação médica é fundamental diante de sintomas persistentes.

Quer parar de fumar?

A pesquisadora do Núcleo de Projetos, Prevenção e Pesquisa (NuPPPec) do Grupo Luta Pela Vida, Eduarda Marinho, destaca alguns caminhos para aqueles que desejam parar de fumar. Abaixo, confira cinco dicas:

Dia Nacional de Combate ao Fumo

Criado para reforçar as ações de prevenção e conscientização sobre os danos provocados pelo tabaco, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, chama atenção para os impactos do cigarro não apenas sobre os próprios fumantes, mas também sobre as pessoas expostas à fumaça.

Mais do que uma data de conscientização, o 29 de agosto representa uma oportunidade para reforçar que parar de fumar é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de câncer de pulmão e de diversas outras doenças relacionadas ao tabaco.

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TagsTabagismoFumocâncer de pulmão