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Confira os nomes mais populares entre os natalenses e potiguares, de acordo com IBGE

O levantamento do IBGE mostra que Maria e José continuam a ser os nomes mais populares em todo o Brasil, refletindo tradições familiares  |  © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Publicado em 04/11/2025, às 12h55   © Tânia Rêgo/Agência Brasil   Giovana Gurgel

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (4) a nova edição do levantamento Nomes no Brasil, com dados atualizados do Censo Demográfico 2022.

A pesquisa confirma o que há décadas se repete no país: Maria e José continuam dominando os registros de nascimento em praticamente todos os estados, inclusive no Rio Grande do Norte, onde os nomes carregam a tradição de gerações.

A novidade deste levantamento é a inclusão dos sobrenomes, revelando que Silva segue como o mais comum entre os potiguares.

Segundo o IBGE, o levantamento atual contabilizou mais de 140 mil nomes próprios e mais de 200 mil sobrenomes em todo o país.

No estado potiguar, os números impressionam: são 363.560 pessoas chamadas Maria e 139.098 com o nome José, além de 919.522 registros do sobrenome Silva, presentes em quase um quinto da população do Rio Grande do Norte.

O site “Nomes no Brasil” permite ainda visualizar o mapa da distribuição dos nomes e sobrenomes por município, faixa etária e década de nascimento, oferecendo uma linha do tempo completa das preferências dos brasileiros ao longo dos anos.


As preferências dos potiguares

No ranking feminino do RN, Maria lidera com folga, seguida de Ana, Francisca, Antonia e Rita. Entre os homens, o tradicional José mantém a hegemonia, à frente de Francisco, João, Antônio e Pedro.

A análise por décadas mostra também que nomes antigos, como Terezinha e Osvaldo, vêm perdendo espaço para opções modernas como Helena e Gael, que despontam entre as gerações mais novas.

A capital potiguar acompanha a tendência estadual: em Natal, Maria também é o nome mais popular, com 69.849 registros, enquanto José aparece em 21.485. Nos sobrenomes, o domínio é ainda mais marcante - Silva está em 182.315 registros da capital, seguido de Oliveira, Santos e Lima.

Esses dados reforçam o peso da tradição católica e familiar na formação dos nomes potiguares, além de evidenciar a permanência de padrões culturais que se estendem por todo o Nordeste.


Curiosidades e tendências culturais

O IBGE explica que, ao clicar em cada nome no site, é possível verificar o número total de registros, a concentração por localidade e até a idade mediana de quem o carrega.

Isso revela, por exemplo, que nomes clássicos tendem a estar entre as gerações mais velhas, enquanto os recentes aparecem nas faixas etárias mais jovens.

O projeto também conta com uma aba dedicada à Onomástica, o estudo dos nomes próprios, onde o público pode explorar curiosidades sobre a origem e a evolução das escolhas ao longo do tempo.

Essa seção ajuda a compreender como o sistema de nomeação reflete aspectos culturais, sociais e históricos do país.

De acordo com o gerente de Inovação e Desenvolvimento do IBGE, Rodrigo Almeida Rego, a atualização do site amplia o alcance da pesquisa e responde ao enorme interesse popular pelo tema.

“Queríamos não apenas atualizar o banco de dados, mas também oferecer novas dimensões de exploração”, afirmou.

Nomes que cruzam fronteiras

A plataforma do IBGE ganhou ainda o mapa interativo “Nomes no Mundo”, que permite comparar nomes e sobrenomes mais comuns de diversos países com os registros existentes no Brasil.

A ferramenta mostra, por exemplo, que o sobrenome chinês Wang aparece 1.513 vezes entre brasileiros, e que Juan e Juana, comuns na Bolívia, também têm milhares de registros em território nacional.

Mesmo diante da globalização e da influência de outras culturas, os nomes mais tradicionais ainda dominam o cenário potiguar.

Classificação Indicativa: Livre


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