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Conheça o CAR-T: a nova esperança no tratamento de cânceres do sangue

A terapia CAR-T, desenvolvida no Brasil, promete revolucionar o tratamento de cânceres hematológicos com eficácia e segurança  |  Rita Elena Serda/Baylor College of Medicine/Divulgação

Publicado em 15/12/2025, às 17h13   Rita Elena Serda/Baylor College of Medicine/Divulgação   Jussier Lucas

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Um estudo realizado no Einstein Hospital Israelita, com apoio do PROADI–SUS e financiamento do Ministério da Saúde, mostrou resultados promissores da primeira terapia de CAR-T brasileira para eliminar células cancerígenas. A técnica é uma das mais precisas e avançadas para combater tumores e foi totalmente desenvolvida, produzida e aplicada no país em estudo conduzido entre 2023 e 2024.

Os resultados foram apresentados no primeiro sábado deste mês (6) e divulgados na revista Blood, mostrando a progressão de 11 pacientes com cânceres do sangue avançados e que já não tinham resposta em outras intervenções. 

Após o tratamento, 81% dos pacientes responderam positivamente à terapia e 72% alcançaram a remissão completa.

“Eu diria que é um marco histórico para a oncologia e a hematologia brasileiras. Com a fabricação nacional deixamos de ser apenas compradores de tecnologia importada e passamos a produzir conhecimento e produto de alto valor agregado. Mostramos também que é possível fazer CAR-T com qualidade, segurança e eficácia em um sistema de saúde com recursos limitados como o de nosso país”, afirma o hematologista Nelson Hamerschlak, líder do estudo.

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O que é o CAR-T? 

O CAR-T é um tipo de imunoterapia personalizada usada principalmente no tratamento de cânceres do sangue. Ele utiliza células de defesa do paciente, as células T, que são coletadas e modificadas em laboratório para que reconheçam tumores e destruam células doentes com maior eficiência.

Apesar de mostrar capacidade de gerar remissões profundas em cânceres hematológicos avançados, a tecnologia enfrenta barreiras no Brasil. 

O custo da versão importada alcança valores superiores a R$ 2 milhões por pacientes e exige envio das células para Estados Unidos ou Europa em uma logística complexa e cara.

Classificação Indicativa: Livre


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