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Câncer de próstata mata 50 homens por dia no Brasil e acende alerta para diagnóstico precoce

Câncer de próstata mata 50 homens por dia no Brasil e acende alerta para diagnóstico precoce  |  Imagem: Reprodução

Publicado em 02/11/2026, às 19h45   Imagem: Reprodução   Mayane Bezerra

O câncer de próstata provocou a morte de aproximadamente 18,5 mil homens no Brasil em 2025, o equivalente a uma média de 50 óbitos por dia. Os dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), reforçam a preocupação com o avanço da doença e a importância do diagnóstico precoce.

O número de mortes registrado no ano passado representa um aumento de 20% em relação a uma década antes, quando o país contabilizou cerca de 15,4 mil óbitos. Entre 2017 e setembro de 2026, mais de 160 mil brasileiros morreram em decorrência da doença, segundo a entidade.

Para 2026, a estimativa é de mais de 77 mil novos casos. O câncer de próstata é um dos principais desafios da saúde masculina no país e está entre os tumores mais frequentes nessa população.

Apesar dos números, a doença pode apresentar chances de cura de até 90% quando identificada precocemente, conforme a SBU. O principal obstáculo é que, nos estágios iniciais, o tumor geralmente não provoca sintomas.

Quais são os sinais do câncer de próstata?

Os sintomas costumam surgir quando a doença já está em estágio mais avançado. Entre os principais sinais de alerta estão:

Essas alterações também podem estar relacionadas a outras condições de saúde. Por isso, a presença de sintomas deve ser investigada por um profissional.

A ausência de sinais, por outro lado, não descarta a possibilidade da doença.

Quando os homens devem procurar um urologista?

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir dos 50 anos procurem um especialista para discutir a necessidade de avaliação individualizada.

Para pessoas com maior risco, como homens negros, aqueles com histórico familiar de câncer de próstata e pessoas com obesidade, a orientação da entidade é iniciar essa conversa aos 45 anos.

A investigação pode envolver o exame de PSA, realizado por meio de uma amostra de sangue, e o toque retal, utilizado para avaliar características da próstata.

Caso sejam identificadas alterações suspeitas, o médico poderá solicitar exames complementares, incluindo uma biópsia para confirmar ou descartar o diagnóstico.

A decisão de realizar exames de rastreamento em pessoas sem sintomas deve considerar os riscos e benefícios de cada procedimento. O Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional de rotina, diferentemente da orientação de avaliação individualizada defendida pela SBU.

Novembro Azul reforça cuidados com a saúde masculina

Durante novembro, a campanha Novembro Azul chama a atenção para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata, além de incentivar os homens a acompanharem a própria saúde.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino responsável pela produção de parte do líquido seminal, que contribui para a proteção e o transporte dos espermatozoides.

Segundo a SBU, houve um aumento na procura por informações e atendimentos relacionados à saúde urológica nas últimas duas décadas. Mesmo assim, a entidade considera necessário ampliar o acesso aos serviços de saúde e estimular o acompanhamento médico.

Tratamento ganha novas tecnologias

O tratamento do câncer de próstata depende de fatores como o estágio da doença, a idade do paciente e suas condições gerais de saúde.

Entre as alternativas estão cirurgia, radioterapia, tratamentos medicamentosos e, em situações selecionadas, acompanhamento ativo.

Segundo a SBU, a cirurgia de próstata assistida por robô foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2026. A técnica permite realizar procedimentos cirúrgicos com auxílio de equipamentos robóticos.

Outras modalidades também receberam aprovação do Conselho Federal de Medicina (CFM), como o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e a crioablação.

O HIFU utiliza ondas de ultrassom concentradas para destruir tecidos tumorais, enquanto a crioablação emprega temperaturas extremamente baixas para provocar a destruição das células cancerosas.

A indicação dessas técnicas depende das características de cada caso e da avaliação médica. Nem todos os pacientes são candidatos a esses procedimentos.

Classificação Indicativa: Livre


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