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Brasil se prepara para onda de megaleilões que deve sacudir 2026; confira qual setor

O ministro Renan Filho destaca que o número de leilões rodoviários em 2026 será maior que em 2025, com foco em investimentos logísticos  |  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Publicado em 12/12/2025, às 14h10   Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil   Giovana Gurgel

O governo federal pretende realizar 14 leilões de rodovias em 2026, afirmou o ministro dos transportes, Renan Filho, ao comparar o número com os 13 realizados ao longo de 2025. A previsão inclui ainda oito leilões de ferrovias, reforçando a estratégia de ampliar investimentos logísticos no país.

Expansão dos leilões

Durante participação no leilão da Autopista Fernão Dias, promovido pela B3, em São Paulo, o ministro destacou que a meta para o próximo ano supera o desempenho atual.

Ele afirmou que desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram promovidos 22 leilões rodoviários e que a expectativa é “bater o recorde deste ano”.

Renan Filho ressaltou que, além de ampliar novos projetos, o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres seguem empenhados em solucionar pendências herdadas de concessões anteriores. Segundo ele, a modernização dos contratos antigos é essencial para a retomada da qualidade das estradas brasileiras.

Disputa pela Fernão Dias

O evento desta quarta-feira marcou a vitória da Motiva, antiga Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), no leilão do contrato otimizado da Autopista Fernão Dias.

A empresa ofereceu 17,05 por cento de deságio sobre a tarifa de pedágio, superando a atual concessionária, a Arteris Fernão Dias, e o Grupo Empresa de Participações em Rodovias (EPR), do Consórcio Infraestrutura MG.

O contrato refere-se à BR-381 e integra a estratégia do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres de atualizar modelos antigos de concessão. Esta é a quarta licitação do tipo realizada pelo governo, mas a primeira com disputa efetiva e mudança de controle entre empresas.

Transição e novos investimentos

Renan Filho destacou que o resultado representa um marco, já que, pela primeira vez, uma companhia deixou um contrato de concessão pública por meio de leilão para dar lugar a outra, com o objetivo de melhorar o desempenho e ampliar investimentos.

Ele afirmou que a transição entre a Arteris e a Motiva deve ocorrer rapidamente e que o governo exigirá manutenção da qualidade durante o processo.

A vencedora já terá de iniciar obras no primeiro ano de contrato, o que deve garantir melhorias perceptíveis para quem trafega entre Belo Horizonte e São Paulo. Para o presidente da Motiva Rodovias, Eduardo Camargo, a assinatura do contrato de transição deve ocorrer entre abril e maio do próximo ano.

A troca de controle efetiva também é prevista para esse período, após aproximação entre as empresas e acompanhamento da Agência Nacional de Transportes Terrestres.

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