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Brasil registra números alarmantes de feminicídios em 2025; cenário preocupa autoridades

Em 2025, o Brasil registrou 1.470 feminicídios, o maior número desde a criação da tipificação em 2015, superando o recorde anterior de 2024  |  Reprodução: Internet

Publicado em 20/01/2026, às 14h41   Reprodução: Internet   Jussier Lucas

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O Brasil voltou a registrar números alarmantes de violência contra a mulher em 2025. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que o país chegou a 1.470 feminicídios entre janeiro e dezembro, o maior total desde a criação da tipificação penal, em 2015. O número supera os 1.464 casos contabilizados em 2024, até então o recorde da série histórica.

Na prática, os registros oficiais revelam que quatro mulheres foram mortas por dia no país pelo fato de serem mulheres ao longo do último ano. O cenário reforça a persistência da violência de gênero e a dificuldade do Estado em conter crimes cometidos, em sua maioria, no ambiente doméstico e por pessoas próximas às vítimas.

O total de 2025 ainda pode ser revisado para cima. Isso porque os dados referentes ao mês de dezembro do estado de São Paulo não foram totalmente atualizados na base federal. As estatísticas são produzidas pelas secretarias estaduais de segurança e consolidadas posteriormente pelo governo federal.

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Números mostram crescimento contínuo ao longo da última década

Mesmo sem o fechamento definitivo dos dados, São Paulo lidera o ranking nacional, com 233 casos registrados em 2025. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 139 feminicídios, e o Rio de Janeiro, com 104 ocorrências. Os três estados concentram parte significativa dos registros no país.

O crime de feminicídio foi incorporado à legislação brasileira em 2015, quando 535 mulheres foram mortas em razão do gênero. Ao comparar aquele ano com 2025, o crescimento chega a 316% em uma década, evidenciando uma curva ascendente desde o início da série histórica.

Ao todo, 13.448 mulheres foram vítimas de feminicídio nos últimos dez anos, o que representa uma média anual de 1.345 mortes. No acumulado do período, São Paulo (1.774), Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019) concentram os maiores números absolutos, segundo os registros oficiais.

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