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Brasil condena ação de Israel que barrou líderes católicos no Santo Sepulcro neste domingo de ramos (29)

O Itamaraty condena o bloqueio de líderes católicos à Igreja do Santo Sepulcro, destacando a gravidade das ações israelenses.  |  Foto: Agência Brasil

Publicado em 29/03/2026, às 17h48   Foto: Agência Brasil   Ranyere Fonseca

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O Governo Brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), emitiu uma nota oficial de condenação neste domingo (29) contra a polícia de Israel. O motivo foi o impedimento do acesso de dois dos principais líderes religiosos católicos da Terra Santa à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, justamente durante as celebrações do Domingo de Ramos.

O Cardeal Pierbattista Pizzaballa (Patriarca Latino de Jerusalém) e o Monsenhor Francesco Ielpo (Custódio da Terra Santa) seguiam de forma privada para celebrar a missa que marca o início da Semana Santa, mas foram barrados por agentes israelenses no trajeto. O local é considerado o ponto mais sagrado do cristianismo, onde fiéis acreditam que Jesus foi crucificado e ressuscitou.

Liberdade de culto sob ameaça

Para o Itamaraty, as ações recentes de Israel são de "extrema gravidade" e ferem o princípio fundamental da liberdade de culto. O governo brasileiro destacou que estas restrições não são isoladas e têm afetado também fiéis muçulmanos que tentam acessar a Esplanada das Mesquitas durante o mês sagrado do Ramadã.

Na nota, o Brasil sublinhou que, de acordo com o parecer da Corte Internacional de Justiça de julho de 2024, a presença continuada de Israel em Jerusalém Oriental é considerada ilícita. "Aquele país [Israel] não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado", frisou o comunicado oficial.

Contexto global e religioso

O incidente ocorre em um momento de alta sensibilidade religiosa, com a coincidência do calendário cristão (Semana Santa) e o calendário islâmico (Ramadã). A postura do Brasil reforça o distanciamento diplomático recente entre Brasília e Tel Aviv, pautado por críticas severas à gestão do território ocupado e às limitações impostas aos ritos religiosos na região.

Para os católicos de Natal que acompanharam hoje cedo as procissões de ramos, a notícia do impedimento dos líderes na Terra Santa ressoa como um alerta sobre a segurança e o respeito aos locais históricos da fé cristã mundial.

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