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Publicado em 12/01/2026, às 16h54 Divulgação/Anvisa José Nilton Jr.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, fabricação, distribuição e divulgação de produtos das empresas HF Indústria e Comércio de Cosméticos LTDA e RS de Vargas Cosméticos após identificar irregularidades como ausência de registro sanitário e classificação inadequada.
A decisão do órgão foi publicada no Diário Oficial da União na última semana. De acordo com a Anvisa, o Sérum Facial Uniformizador Txa, da marca Adah Beauty, produzido pela HF, não possui indicação terapêutica e não atende às exigências de categorização estabelecidas pela Vigilância Sanitária.
Já no caso da RS de Vargas Cosméticos, a Agência constatou que parte do catálogo está fora das normas, sem qualquer registro que comprove segurança, qualidade e controle adequado. Levando isso em consideração, os produtos foram considerados irregulares, já que a falta de regularização impede a garantia de que eles não provoquem alergias, reações adversas ou outros danos à saúde do consumidor.
Entre os itens vetados estão o Realinhamento dos Fios Perfecta Liss (Legemaxx Professional), o Power Whey (Helen Zamprogno Beauty Hair) e o Retexturizador Capilar Biotina Supreme Evolution (Eliete Vacari Cosméticos Profissionais). Nenhum deles possui registro sanitário válido.
A Anvisa reforça também que a legislação brasileira exige controle rígido sobre produtos cosméticos que entram no mercado nacional, especialmente aqueles destinados ao uso capilar e facial, por apresentarem maior possibilidade de contato direto e prolongado com a pele.
Diante da decisão, as empresas ficam proibidas de produzir, distribuir e anunciar os itens suspensos até regularizarem a situação junto ao órgão federal.
As medidas adotadas pelo órgão se baseiam no artigo 34 da Resolução da Diretoria Colegiada nº 907/2024 e no artigo 12 da Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que determinam quais produtos precisam de autorização sanitária para serem comercializados no Brasil.
Essas normas existem para assegurar o controle microbiológico e a qualidade de cosméticos como perfumes, maquiagens, sabonetes e itens capilares, protegendo a saúde pública e evitando riscos desnecessários ao consumidor.