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Publicado em 18/04/2026, às 19h42 Foto: Agência Brasil/Rafa Neddermeyer Ranyere Fonseca
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) marcou para o próximo dia 29 de abril uma reunião decisiva para o mercado de emagrecimento no Brasil. A diretoria colegiada vai debater novas normas para a manipulação e fiscalização de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, as populares "canetas emagrecedoras" (Ozempic, Mounjaro e Wegovy).
O objetivo é criar barreiras técnicas contra o avanço do mercado ilegal e das fórmulas manipuladas sem autorização, que têm se multiplicado em redes sociais e sites clandestinos. A nova instrução normativa deve definir critérios rígidos para a importação de insumos, controle de qualidade, armazenamento e transporte desses medicamentos, que hoje exigem receita médica retida.
A preocupação da Anvisa não é teórica. Apenas nesta semana, a Polícia Civil interceptou um ônibus vindo do Paraguai com mil frascos de tirzepatida ilegal. Além disso, a agência proibiu a venda de produtos como Gluconex e Tirzedral, que eram vendidos como injetáveis milagrosos, mas não possuem registro algum no Brasil.
"Por serem produtos de origem desconhecida, não há garantia quanto ao conteúdo ou qualidade. O risco à saúde é altíssimo", alertou a Anvisa em nota.
Para reforçar a fiscalização, foram criados dois grupos de trabalho com representantes dos Conselhos Federais de Medicina (CFM), Farmácia (CFF) e Odontologia (CFO).
A parceria entre a Anvisa e os conselhos de classe também foca na educação do paciente. A ideia é coibir o uso estético indiscriminado por pessoas que não possuem indicação clínica, garantindo que o medicamento chegue a quem realmente precisa de tratamento para obesidade ou diabetes tipo 2, sempre com acompanhamento profissional.