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Anvisa deve liberar vacina de dengue do Butantan até o fim do ano; saiba mais

O imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan pode ser autorizado pela Anvisa até o final de dezembro, trazendo esperança no combate à dengue.  |  Reprodução/Pexels

Publicado em 04/11/2025, às 15h33   Reprodução/Pexels   Marina Gonçalves

A dengueé uma doença enfrentada por muitas pessoas, caracterizada por sintomas como febre alta, dores no corpo e manchas vermelhas e, em alguns casos, podendo evoluir para formas mais graves.

No entanto, há um motivo para ter esperança: a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan está próxima de receber aprovação.

Na última segunda-feira (3), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a Anvisa deve autorizar o imunizante até o final de dezembro, segundo informações do portal Metrópoles.

Como funcionará a vacina?

A vacina, que deve começar a ser aplicada em 2026, após a finalização do registro junto à Anvisa, será indicada em pessoas entre 2 e 59 anos. A partir de sua aprovação, está previsto que passe a integrar o calendário nacional de vacinação.

De acordo com Padilha, a Anvisa está na fase final de análise dos estudos que comprovam a qualidade, segurança e eficácia do imunizante. Em parceria com a farmacêutica chinesa WuXi Biologics, a produção da vacina está prevista para atingir 40 milhões de doses já no próximo ano.

Vale destacar que, desde 2024, o SUS já oferece uma vacina contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos.

Reprodução/Pexels

Cenário da doença no país

Ainda segundo o Metrópoles, durante o lançamento da nova campanha nacional de combate às arboviroses, que abrange dengue, zika e Chikungunya, o Ministério da Saúde reforçou a importância da prevenção. Apesar da queda de 75% nos casos de dengue em 2025 em comparação ao ano anterior, o país ainda precisa permanecer em alerta.

Hoje, o Brasil registra cerca de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue e 1,6 mil mortes, sendo que São Paulo concentra mais da metade das notificações e 64% dos óbitos.

O ministro da Saúde afirmou que não é aceitável conviver com mais de mil mortes por dengue a cada ano no Brasil e ressaltou que o imunizante será fundamental para o combate à doença.

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