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Publicado em 23/09/2026, às 11h21 Divulgação Lavínia Manso
O cantor Alexandre Pires é um dos alvos da segunda fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (23), em uma investigação sobre uma organização criminosa suspeita de financiar e dar suporte logístico ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A ação apura ainda crimes como lavagem de capitais, falsidade ideológica e outras infrações de caráter transnacional.
Ao todo, os agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal e têm como objetivo reunir novas provas, interromper as atividades investigadas e recuperar ativos que possam estar relacionados ao esquema.
De acordo com a PF, as apurações identificaram movimentações financeiras superiores a US$ 48 milhões. Os recursos teriam sido movimentados e ocultados por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, transações financeiras internacionais e contas pertencentes a terceiros.
Ainda segundo a PF, o grupo investigado teria utilizado diferentes mecanismos para dificultar o rastreamento do dinheiro. Entre as estratégias apuradas estão formas informais de compensação financeira e a utilização de pessoas físicas e jurídicas para pulverizar os recursos.
A investigação também alcança a cadeia de comercialização e exportação de minério. Os agentes apuram se documentos ideologicamente falsos foram utilizados para dar aparência de legalidade a determinadas operações relacionadas aos recursos obtidos.
A Operação Disco de Ouro teve sua primeira fase realizada em dezembro de 2023. A nova etapa busca avançar na identificação dos envolvidos e no rastreamento de recursos que, segundo as investigações, estariam associados às atividades criminosas.
Entre os delitos investigados estão lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira. Outros crimes também poderão ser incluídos caso sejam identificados novos elementos ao longo das investigações.
Segundo a PF, a responsabilização dos investigados dependerá da participação individual de cada um nos fatos apurados.
As medidas judiciais realizadas nesta quarta-feira fazem parte das ações adotadas pelas autoridades para obter provas, interromper as atividades suspeitas e buscar a recuperação de valores e patrimônios supostamente vinculados ao esquema.
*Com informações da CNN