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Álcool pode sabotar o emagrecimento? Entenda por que a bebida vira vilã no fim de ano

Entenda como o consumo excessivo de álcool pode sabotar seus esforços de emagrecimento durante as festas de fim de ano.  |  Imagem: iStock

Publicado em 28/12/2025, às 18h45   Imagem: iStock   Mayane Lins

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À medida que o fim de ano se aproxima, junto com o verão e o carnaval, cresce também o desejo de conquistar o chamado “corpo dos sonhos”. Esse período, marcado por encontros familiares, confraternizações corporativas, ceias e reuniões sociais, costuma ter um elemento sempre presente: o álcool. Para quem está em processo de emagrecimento, seja por reeducação alimentar ou por tratamentos mais complexos, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode comprometer semanas ou até meses de resultados e se tornar um verdadeiro vilão da dieta.

O álcool é uma das substâncias mais calóricas que existem. Ele fornece cerca de 7 calorias por grama, ficando atrás apenas da gordura, que tem 9. Além disso, não se trata apenas de “calorias vazias”: o álcool altera o metabolismo, aumenta o apetite e reduz a eficiência da queima de gordura, um efeito pouco conhecido pela maioria das pessoas.

“Entre brindes e resenhas, o álcool é, sim, um vilão. Para quem está empenhado em emagrecer, seja por reeducação alimentar, atividade física, uso de medicamentos ou outras estratégias de perda de peso, essa agenda social pode se tornar uma armadilha silenciosa. As bebidas alcoólicas praticamente não oferecem valor nutricional. O maior problema não é apenas a caloria, mas o impacto metabólico: o corpo prioriza a eliminação do álcool e, com isso, interrompe temporariamente a queima de gordura”, alerta Dr. Mauro Lúcio Jácome, gastroenterologista, cirurgião geral e diretor da Clínica Cronos.

O impacto pode ser significativo em um único evento social. Uma taça de vinho tinto contém cerca de 125 calorias; o vinho branco, aproximadamente 120 calorias; o espumante, em torno de 100 calorias por taça. Já uma lata de cerveja (350 ml) soma cerca de 147 calorias.

Os drinks, muitas vezes vistos como uma alternativa “mais leve”, podem ser ainda mais problemáticos. Um coquetel de vodca com suco de frutas pode ultrapassar 200 calorias por dose. Já o gin tônica tradicional varia entre 180 e 190 calorias.

“Para quem está em tratamento para perda de peso, consumir três cervejas ou três taças de vinho, geralmente acompanhadas de petiscos calóricos, pode ser desastroso. Além de gerar um superávit calórico, o álcool acaba substituindo uma refeição sem fornecer os nutrientes necessários para o organismo. Isso cria um efeito acumulativo negativo ao longo do tempo”, explica o especialista.

A situação se torna ainda mais delicada para quem utiliza medicações injetáveis, como a tirzepatida e a semaglutida. Esses medicamentos atuam diretamente na regulação do apetite e no controle glicêmico, trazendo resultados expressivos no tratamento da obesidade. O consumo excessivo de álcool, no entanto, pode comprometer esses efeitos.

Isso não significa que o corte total do álcool seja obrigatório em todas as ocasiões. A principal recomendação é a moderação consciente. “O ideal é não consumir, mas, quando isso não for possível, o melhor é optar por bebidas menos calóricas, intercalar com água, manter refeições equilibradas, evitar repetir doses e fugir de misturas ricas em açúcar ou gordura. Um brinde pontual não precisa anular semanas de esforço, mas é fundamental entender que o álcool faz parte da conta calórica e metabólica”, orienta Dr. Mauro Lúcio Jácome.

Classificação Indicativa: Livre


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