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Publicado em 12/12/2025, às 15h17 Com a crise à vista, o São Paulo iniciou uma reformulação ampla para 2026 - Reprodução/Exame José Nilton Jr.
O São Paulo terminou este ano de 2025 sob pressão após acumular mais de 70 lesões ao longo de toda a temporada. O desempenho, considerado abaixo do esperado, somado à instabilidade política e à falta de resultados em campo, abriu uma crise que agora ganha novos contornos.
De acordo com o que foi revelado pelo portal UOL, o ambiente dentro do clube se deteriorou após decisões do nutrólogo Eduardo Rauen, que é responsável pela área metabólica do Tricolor. Ele teria indicado o uso do medicamento Mounjaro, conhecido popularmente como “caneta emagrecedora”, para dois jogadores sem comunicar os demais profissionais do departamento médico.
A iniciativa gerou desconforto e ampliou as divergências técnicas já existentes no time. Internamente, relatos descrevem um clima “insustentável”, refletindo a falta de alinhamento entre as equipes responsáveis pela saúde dos atletas. O episódio expôs falhas de comunicação e reforçou a percepção de desorganização estrutural na gestão médica.
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Rauen afirmou que sua conduta seguiu critérios clínicos: o Mounjaro poderia ser aplicado em atletas com IMC acima de 27,5 e que apresentassem queixas articulares, desde que com acompanhamento médico.
O Mounjaro é um medicamento injetável à base de tirzepatida, substância que atua nos receptores dos hormônios GIP e GLP-1, ligados à saciedade e à regulação metabólica. Ele é aprovado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
Com a crise à vista, o São Paulo iniciou uma reformulação ampla para 2026, incluindo cortes no quadro de funcionários. Na área médica, quatro profissionais já foram desligados.
O elenco também sofreu baixas importantes. Jogadores como Calleri, Lucas Moura, André Silva, Arboleda, Alan Franco, Enzo Díaz, Marcos Antônio e Ryan Francisco desfalcaram o clube, reduzindo ainda mais o fôlego da equipe.