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Publicado em 06/07/2026, às 08h07 Reprodução internet Redação
A derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, encerrou de forma precoce a campanha da Seleção Brasileira e levantou uma série de questionamentos sobre o trabalho desenvolvido ao longo do ciclo até o Mundial.
A eliminação, registrada no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos, representou a pior participação do Brasil em Copas desde 1990.
Embora o resultado tenha sido definido em apenas 90 minutos, a queda da Seleção foi consequência de problemas acumulados nos últimos anos.
Da instabilidade no comando técnico às dificuldades dentro de campo, cinco fatores ajudam a explicar por que o Brasil ficou pelo caminho antes das quartas de final.
1. Instabilidade no comando técnico
A falta de continuidade foi um dos principais obstáculos enfrentados pela Seleção Brasileira no ciclo da Copa de 2026.
Após a saída de Tite, o Brasil passou pelos comandos de Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e, por fim, Carlo Ancelotti, que assumiu a equipe pouco mais de um ano antes do Mundial. As constantes mudanças impediram a consolidação de uma identidade de jogo e dificultaram a implementação de um projeto esportivo consistente.
2. Renovação do elenco ficou incompleta
Outro fator que pesou na campanha foi a dificuldade em promover uma renovação efetiva do grupo.
Ancelotti manteve jogadores experientes como Casemiro, Danilo, Marquinhos e Neymar como referências da equipe, enquanto atletas mais jovens ainda buscavam assumir protagonismo. A transição entre gerações aconteceu de forma parcial, deixando a equipe sem um equilíbrio claro entre experiência e renovação.
3. Lesões comprometeram a preparação
A comissão técnica também precisou enfrentar uma série de problemas físicos durante a preparação para a Copa.
Jogadores importantes, como Estêvão, Wesley, Raphinha e Lucas Paquetá, sofreram com lesões em diferentes momentos do ciclo, reduzindo as opções disponíveis e dificultando a montagem da equipe ideal para a competição.
4. Falhas táticas e baixo rendimento contra a Noruega
Dentro de campo, a Seleção voltou a apresentar dificuldades que já haviam aparecido em outras partidas.
Vinícius Júnior, um dos principais nomes da equipe nas fases anteriores, não conseguiu repetir o mesmo desempenho diante da Noruega. O Brasil também sofreu novamente com problemas na marcação de bolas aéreas, desperdiçou oportunidades em jogadas de bola parada e teve dificuldades na organização ofensiva nos momentos decisivos da partida.
5. A gestão do caso Neymar gerou questionamentos
A convocação de Neymar também esteve entre os assuntos mais debatidos durante a campanha brasileira.
O atacante foi chamado para a Copa mesmo após sofrer uma lesão antes da apresentação da delegação. Apesar da recuperação, atuou sem estar em sua melhor condição física, o que gerou críticas ao planejamento da comissão técnica e à condução da preparação do jogador para o torneio.
Brasil inicia um novo ciclo rumo à Copa de 2030
Com a eliminação nas oitavas de final, a Seleção Brasileira encerra um ciclo marcado por instabilidade e frustração.
A partir de agora, Carlo Ancelotti terá a missão de reconstruir a equipe para a Copa do Mundo de 2030. Entre os desafios estão consolidar um modelo de jogo, acelerar a renovação do elenco e recolocar o Brasil entre os principais candidatos ao título mundial.