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Esportes

Justiça absolve réus por incêndio no Ninho do Urubu, que matou 10 jovens do Flamengo

Sete réus foram absolvidos em decisão do juiz Tiago Fernandes de Barros, após falta de provas no caso do incêndio que matou 10 jovens atletas  |  Reprodução/Imagem Ilustrativa gerada por IA

Publicado em 22/10/2025, às 13h28   Reprodução/Imagem Ilustrativa gerada por IA   Giovana Gurgel

A Justiça do Rio de Janeiro absolveu, nesta quarta-feira (22), sete réus ainda julgados pelo incêndio no centro de treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, que deixou 10 jovens atletas mortos em fevereiro de 2019.

A decisão foi proferida pelo juiz Tiago Fernandes de Barros, da 36ª Vara Criminal da Comarca da Capital, e publicada no site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Ao todo, 11 pessoas haviam sido denunciadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Duas delas (o ex-diretor de base Carlos Noval e o engenheiro Luiz Felipe Pondé) já tinham tido as denúncias rejeitadas em 2021, enquanto Marcus Vinícius Medeiros foi absolvido na mesma decisão.

O ex-presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, teve o nome retirado do processo em fevereiro deste ano, após o MP considerar que o caso estava prescrito em razão da idade.


Falta de provas e responsabilidade direta

Na sentença, o juiz Tiago Fernandes de Barros afirmou que não há provas suficientes para comprovar culpa penal dos acusados.

Ele destacou que nenhum dos réus tinha atribuições diretas relacionadas à manutenção ou à segurança elétrica dos contêineres onde os atletas dormiam, o que inviabilizaria uma condenação.

“As provas produzidas nos autos não permitem estabelecer relação direta entre a conduta dos réus e o incêndio ocorrido”, escreveu o magistrado.

Casos ainda em andamento

Outros processos cíveis e trabalhistas relacionados à tragédia seguem em tramitação.

Em julho deste ano, o Flamengo foi condenado em primeira instância pela Justiça do Trabalho a pagar indenização de R$ 600 mil ao ex-segurança Benedito Ferreira, que atuou no resgate das vítimas e desenvolveu doença psiquiátrica grave após o episódio.

A decisão também prevê pensão vitalícia até os 78 anos do ex-funcionário.

O incêndio no Ninho do Urubu ocorreu em 8 de fevereiro de 2019, em um alojamento improvisado que abrigava jovens atletas das categorias de base do clube. O episódio completou seis anos sem responsabilizações criminais definitivas.

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