Esportes
Publicado em 26/09/2026, às 12h33 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Ranyere Fonseca
O governo federal vai se reunir com clubes de futebol e confederações esportivas para dimensionar os prejuízos gerados pela Medida Provisória (MP) que proibiu a operação de sites de apostas esportivas e cassinos on-line no Brasil. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após a assinatura do decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que justificou a ação como uma medida de proteção contra o endividamento das famílias.
A convocação do Planalto ocorre em meio a alertas e pressões de dirigentes do futebol brasileiro, que demonstram preocupação com a forte dependência financeira do setor em relação aos contratos milionários de patrocínio firmados com as plataformas de apostas.
Durante coletiva de imprensa, o Ministério da Fazenda detalhou como o governo pretende lidar com o vácuo de arrecadação deixado no esporte nacional:
sem socorro imediato: o ministro afirmou que, por enquanto, não há previsão de auxílio financeiro governamental às equipes que perderem as receitas dos patrocinadores banidos;
impacto no orçamento: segundo as estimativas da pasta econômica, a participação das bets nas contas dos clubes varia, em média, na casa de um dígito percentual;
diagnóstico: a equipe econômica quer dimensionar o real tamanho da dependência do setor antes de cogitar se será necessária alguma compensação;
próximos passos: qualquer resposta ou plano de contingência por parte do governo dependerá estritamente dos resultados e balanços apresentados nessas reuniões com as confederações.
Com a publicação da MP, os apostadores têm até o dia 5 de outubro para retirar os saldos das plataformas. A regra já tem força de lei, mas precisa ser votada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar definitiva.